Seculo

 

Família reivindica propriedade de terreno de 1,5 milhão de metros quadrados na Serra


25/06/2017 às 18:54
A aposentada Sônia Maria Souza de Almeida e outros 33 herdeiros de sua família reivindicam a propriedade de um terreno de 1,5 milhão de metros quadrados na região de Feu Rosa, na Serra. O local abriga o Boulevard Lagoa, um condomínio de casas de alto padrão. Há 10 anos, a família tenta um acordo com a dona do loteamento, a empresa Jacunem Construções e Empreendimentos. No entanto, sem sucesso. 
 
O servidor público Lourival Lopes Cunha, procurador de Sônia, explica que o terreno foi adquirido pelo bisavô dela, José Ribeiro da Fraga, em 1905, e garante ter documentos comprovando a propriedade do terreno e, ainda, que ele nunca vendeu a área ou fração da mesma. Isso leva a família de Sônia a crer que eles foram vítimas de um caso de grilagem de terras na região. 
 
Entre os documentos apresentados por Lourival, estão um expedido pelo Cartório da 1° Zona de Registro Geral de Imóveis e Registro Torrens, de Vitória, certificando que o terreno foi adquirido por josé Ribeiro da Fraga em outubro de 1905. Outro documento, expedido pelo Cartório do 1° Ofício da 1º Zona da Serra, certifica que não consta venda ou transmissão do terreno pelo espólio de José Ribeiro da Fraga nos livros de transcrições das transmissões e registro geral do cartório.
 
Segundo Lourival, a Jacunem Construções e Empreendimentos adquiriu o terreno no final dos anos 80 por intermédio de seu proprietário, Gilson Pacheco da Costa. Morador de Vila Velha, Gilson é irmão de Geraldo Pacheco da Costa, já falecido, que foi secretário de Obras de João Batista Motta na Prefeitura da Serra (1983-1989). A família desconfia que haja sobreposição de matrículas no caso.
 
“É um caso que só nos trouxe prejuízo, mas não quereremos briga com ninguém”, diz Sônia, que mora em Jacaraípe. A maioria dos herdeiros, netos e bisnetos de José Ribeiro da Fraga mora no bairro. Os demais moram em Maruípe, Vitória.  “O que se pretende é um acordo para não sacrificar os adquirentes de boa-fé”, explica Lourival, referindo-se a compradores de terreno no Boulevard Lagoa. “Do contrário, vamos propor uma ação para discutirmos uma sobreposição de matrículas”, completa.
 
A reportagem entrou em contato com Gilson Pacheco da Costa, que preferiu não se pronunciar.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Precipitou-se

Com um olho em 2018 e outro em 2020, Luciano Rezende antecipou o processo eleitoral, mas esqueceu a Lava Jato. Aí mora o problema.

OPINIÃO
Renata Oliveira
Bicho-papão
O ajuste fiscal de Paulo Hartung precisa do exemplo do Rio de Janeiro tanto para cortar quanto para supervalorizar a liberação de recursos
JR Mignone
Qual rádio ouviria hoje?
Sinceramente, não saberia explicar que tipo de rádio eu ouviria hoje, isto é, que me motivaria a ligar o botão para ouvi-la: uma de notícia ou uma só de música selecionada
Caetano Roque
Pressão neles
O movimento sindical deve conscientizar o trabalhador sobre quem estará na disputa do próximo ano contra ele
Geraldo Hasse
A doença da intolerância
Ela está nos estádios, nos governos, nas igrejas, nos parlamentos, nas ruas, nos tribunais
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Branca, o Teatro e a sala de estar
Panorama Atual

Roberto Junquilho

Fuzis e baionetas, nunca mais!
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Turista acidental
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Precipitou-se

Posse de tucano no Turismo é demonstração interna de força de Colnago

Justiça Federal determina que 14 municípios adotem ponto eletrônico para médicos e dentistas

Subseção da OAB-ES cobra esclarecimento sobre atuação de Homero Mafra na defesa de acusado

Dary Pagung vai fechar a porta para emendas de deputados no orçamento