Seculo

 

Tem espaço?


15/07/2017 às 19:18

Em 2018, se não houver uma eleição intermediária, os eleitores vão às urnas para, no caso do Espírito Santo, escolher 10 deputados federais, 30 deputados estaduais, além de dois senadores, o governador e o presidente da República. Mas, será que as incertezas eleitorais e  políticas atuais podem mexer com o atual quadro representativo do Estado?

Entre  os membros da bancada, a única que vem dizendo que pode não disputar a reeleição é Norma Ayub (DEM). Uma necessidade de palanque local pode levar outros a ter de assumir uma candidatura majoritária, como Helder Salomão (PT) ou Sérgio Vidigal (PDT), fora isso, os deputados vão lutar para se manter nas suas cadeiras, observados de perto por outros pretendentes, como o vice-governador César Colnago (PSDB) e alguns secretários estaduais.

Na Assembleia, o único nome que não está na cotação da disputa pela reeleição é Josias Da Vitória (PDT), que busca uma composição favorável para disputar a Câmara. Sérgio Majeski (PSDB) é cotado para vários cargos, como Senado, governo e deputado federal, mas será que terá apoio e partido para isso? Outro que oscila é Amaro Neto (SD), que é festejado como pretenso candidato ao Senado. Mas só a popularidade de Amaro Neto garante uma eleição ao Senado, já que estamos falando em uma eleição de mais de um milhão de votos?

Boa parte dos deputados tem seu reduto, muito bem cuidado, mas devem ficar de olho nos prefeitos que deixaram os cargos em janeiro passado e que vão querer disputar espaço. Muitos têm apoio palaciano, vários foram acomodados na estrutura do governo, por isso, a subserviência dos parlamentares, o medo de ser substituído por uma liderança mais próxima do governador Paulo Hartung.

E por falar nele, a disputa ao governo também é um mistério. Esse parece ser o caminho mais rápido para Hartung, o que não significa o mais fácil. Ele está em desgaste também, mas a sorte lhe sorri, pois os adversários em potencial também não têm uma força para suplantá-lo ainda. O antecessor geralmente ganha força quando o atual está em queda, mas na planície, Renato Casagrande também vem perdendo capital. Rose de Freitas (PMDB) é forte, mas Hartung tem mecanismos para enfraquecê-la.

Já o Senado parece oferecer uma interessante eleição. Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB) até ensaiaram um movimento protecionista de suas reeleições se unindo, mas Malta se afastou de Ricardo com as delações de ex-executivos da Odebrecht envolvendo o nome do tucano. Hoje os dois estão estremecidos, mas ainda são os favoritos às suas próprias vagas.

Tudo isso depende, porém, de muita coisa. O cenário político do Brasil está muito instável e vai, certamente, influir nos processos eleitorais nos estados no ano que vem. Por enquanto, as lideranças vão tentando se fortalecer, polir suas imagens e aguardar as ondas constantes que atingem o mar agitado de Brasília.

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Com a mudança no tabuleiro eleitoral do Estado, os olhares se voltam para o palanque de Casagrande e pacto com Rose. Governo, Senado...quem vai?

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Os empresários, que surfaram na onda de Lula, estão assustados com a pororoca de Temer
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