Seculo

 

Deputado questiona terceirização da gestão do Himaba


17/07/2017 às 15:28
Na sessão ordinária da manhã desta segunda-feira (17), na Assembleia Legislativa, o deputado Sergio Majeski (PSDB) fez um discurso a respeito da iminente entrega do Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha, para gestão da organização social (OS) Instituto de Gestão e Humanização. De acordo com o deputado, há um esforço da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa) para transferir a gestão para a OS, sem a discussão no Conselho Estadual de Saúde (CES).

Majeski disse que o Conselho foi apenas comunicado da intenção de terceirização da gestão do hospital, mas não foi convocado para participar das discussões.

O processo para terceirização da gestão do Himaba teve início em abril deste ano, com o lançamento do Edital 001/2017, da Sesa. Depois do lançamento, o Ministério Público Estadual (MPES) ingressou com ação civil pública pedindo anulação do certame até que o Estado adotasse as providências necessárias para sanar as irregularidades.

O pedido foi acatado pelo juiz Aldary Nunes Júnior, da Vara de Fazenda Pública de Vila Velha, que determinou a suspensão do edital.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Estado (Sindsaúde-ES), Daniel Pereira da Silva, o Estado alegou que sanou as irregularidades, embora não seja possível comprovar, e seguiu com o processo, que teve o IGH como vencedor.

Proclamado o resultado, o sindicato e o conselho gestor do hospital protocolaram nova denúncia no Ministério Público em virtude das irregularidades cometidas pelo IGH em outros estados.

A OS administra unidades em diversos municípios e acumula denúncias de quebra de contrato. No estado do Piauí, por exemplo, o Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (TRT-PI) determinou a suspensão do contrato entre a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) e o IGH que tornava a OS responsável pela gestão do Hospital Justino Luz, no município de Picos.

O contrato havia sido firmado sem a discussão e participação dos atores envolvidos. Uma comissão parlamentar descobriu diversas irregularidades no contrato e, junto com sindicatos de servidores, ingressaram com a ação questionando a contratação.

Em 2016, funcionários do IGH que atuavam no Hospital Roberto Santos, em Salvador, chegaram a paralisar as atividades por falta de pagamento de salários.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Dependência total

Tendência é Colnago crescer cada vez mais, pois PH não tem outra saída. Se a oposição não souber contê-lo, vai perder o bonde

OPINIÃO
Gustavo Bastos
Black Block
Pensou que a poeira iria baixar, que ele estava mascarado e ninguém iria identificá-lo. Resolveu ir ao RJ...
Geraldo Hasse
Vendilhões no comando
Os governos petistas deram mole aos Mercados, mas o MDB escancara a prática do entreguismo
Roberto Junquilho
Nem tudo o que parece é!
Investigação a Ferraço, exoneração no Iema...casos podem dar dor de cabeça aos envolvidos em ano de eleição
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Quem me ensinou a nadar
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Admirável mundo novo
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Anama expõe argumentos ineptos da ArcelorMittal para se livrar de ação na Justiça

Tenente-coronel é demitido por participar da greve da PMES

Fraude com material hospitalar pode aumentar processos contra hospitais

Novo regulamento da Caixa dificulta retorno de dirigentes afastados

Tribunal de Justiça abre seleção para juiz substituto no TRE-ES