Seculo

 

PSB refuta, mas 'ruído' sobre acordo com Hartung persiste


17/07/2017 às 16:58
Por meio de interlocutores, o PSB vem tentando desmontar a especulação que ganhou força nos últimos dias nos meios políticos de que o governador Paulo Hartung (PMDB) estaria se movimentando para buscar um acordo, que acomodasse o ex-governador Renato Casagrande (PSB) na disputa ao Senado. O socialista corre o Estado em reuniões sobre a conjuntura nacional e local, mas a classe política ainda não descarta a possibilidade de acordo entre os dois rivais.
 
Ganhou força nos meios políticos a ideia de que Hartung, para limpar o campo de disputa ao governo, estaria tentando um acordo para acomodar Casagrande, enfraquecendo o grupo do socialista e da senadora Rose de Freitas (PMDB) – outro que se movimenta para entrar na corrida ao Palácio Anchieta no próximo ano.
 
Com a imagem desgastada, o governador quer evitar embates eleitorais e se vale do fato de seu antecessor ter pouco espaço na mídia e desgastes com as delações de ex-executivos da Odebrecht, assim como ele, para tentar um acórdão que favorecesse ambos.
 
Diante das movimentações palacianas, o ex-governador vem aumentando o ritmo de suas andanças pelo Estado, o que poderia ser interpretado como uma demonstração de força, mandando o recado que está edificando seu palanque para enfrentar novamente Hartung na disputa ao governo. Mas os meios políticos ainda não parecem convencidos de que haverá esse confronto que, após abertura das urnas de 2014 que deram a vitória, ainda no primeiro turno, a Hartung, parecia certo.
 
A fala do deputado federal Carlos Manato (SD), em entrevista ao jornal A Gazeta desse domingo (16), transparece a observação do mercado político sobre essa possibilidade. “Vai ficar nesta trinca: Paulo, Renato e Rose. Eles vão ter que se entender”, disse o deputado. Isso porque, para as demais lideranças do Estado um novo embate entre Hartung e Casagrande não seria interessante para os dois lados.
 
Em relação à senadora Rose de Freiras, não há garantias que ela ergueria um palanque ao lado de Casagrande e três palanques ao governo seria algo inviável no cenário capixaba. O que estaria dificultando uma tentativa de aproximação seria a irritação do socialista com a disputa de 2014. Hartung também saiu bem desgastado da disputa, mas o senso de sobrevivência do peemedebista teria feito ele usar a criatividade, utilizando interlocutores para fazer a mediação com o desafeto.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Mesmo barco

Se Majeski deixar o PSDB e decidir por uma candidatura majoritária, primeiro tucano a revoar atrás será Luiz Paulo Vellozo Lucas

OPINIÃO
Editorial
Fosso social
No Espírito Santo, população negra é mais vulnerável à violência, é maioria no sistema carcerário e nas filas de desempregados
Renata Oliveira
Só espuma
Os pretensos vices-presidentes Paulo Hartung e Magno Malta se mostram ao mercado, mas só terão seus encaixes em 2018
JR Mignone
Rádio bandeira
A trajetória deste segmento de rádio em capitais é grande
Geraldo Hasse
Os golpes se sucedem
Em plena era do GPS, a reforma trabalhista sugere multiplicar os ''chapas''
Caetano Roque
Agora é tarde
Não adianta a bancada fazer discurso a favor do trabalhador se ela votou quase à unanimidade a favor do impeachment
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Quem me ensinou a nadar
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Fuga do Paraíso
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Conselheiro José Antônio Pimentel vira réu em ação penal por corrupção

MPES quer fim do uso de comissionados na segurança da Assembleia

Mesmo barco

Mesa Diretora da Assembleia 'desomenageia' ex-presidente Lula

Arquivada denúncia de irregularidades na compra de software pelo IPAJM