Seculo

 

Nada de festa


18/07/2017 às 11:21

Muitos companheiros do movimento sindical, principalmente da construção civil, me questionaram por que não dei os parabéns à chapa eleita no sindicato dos Comerciários. Eles podem até ter razão, por eu ser do meio e conhecer bem o movimento interno por lá.  Mas não dei os parabéns com base em tudo aquilo que venho escrevendo há anos neste espaço.

A coluna é contra a perpetuação no poder de grupos sindicais. Os dirigentes têm de entender que a alternância nas direções das entidades é único caminho para fortalecer a democracia não só nos sindicatos, mas em todos os espaços de organização social.

Em que pese o número de votos na disputa no sindicato ter sido elevado, o resultado é interessante porque nunca passou de mil e chegaram a quase sete mil nesse último pleito. Eles deixam margem de desconfiança porque a chapa que concorreu com eles não teve o direito de ter um fiscal sequer na comissão eleitoral. A comissão era toda ligada à chapa 1.

A chapa é formada por integrantes da corrente petista Construindo um Novo Brasil (CNB), que já foi articulação sindical, virou articulação do A e do B e agora virou CNB. Mas há um grande racha interno na tendência, exatamente por essas divergências desnecessárias. Quando um dirigente começa a achar que só ele é quem sabe e não ouve mais ninguém, aí é que ele está errado.

A coluna vem criticando e chamando atenção do movimento sindical com relação à democracia interna há tempos, e sempre alertando para um perigo que hoje é concreto, com a tomada do poder pela direita. Tanto se digladiou dentro dos sindicatos, que o movimento permitiu que no campo institucional, os direitos dos trabalhadores, que deveriam ser a prioridade máxima das lutas, fossem tomados.

Criou-se um desgaste tão grande, que o partido puxa um movimento pela defesa dos direitos e os sindicatos não comparecem aos atos. Se a diretoria não comparece, o trabalhador é que não vai comparecer mesmo, porque o desgaste é interno.

Por isso, o momento é de autocrítica, de repensar os malefícios dessa guerra interna pela perpetuação do controle dos sindicatos. O momento é de luta, de atrair o trabalhador para dentro do sindicato, as brigas só afastam o trabalhador do sindicato e aí não haverá, em breve, a quem representar.

É hora de voltar à base!

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