Seculo

 

Inversão de papéis


18/11/2014 às 13:04
A coluna vem destacando neste espaço há muito tempo que as reformas que o processo político precisa devem partir do movimento social. Tanto no que se refere às disputas políticas, quanto ao acompanhamento e cobrança das mudanças que são necessárias para a população. Mas essa não é uma realidade apenas do Espírito Santo.
 
Depois da eleição, o PT entendeu que as velhas lideranças políticas não são mais as donas do capital político. Dilma foi reeleita pelos resultados do projeto do PT para as classes menos favorecidas e o PT entendeu que sua aliança tem de ser com os movimentos sociais e com a os partidos de esquerda. 
 
É um paradoxo, uma inversão de valores. Essas cobranças deveriam partir do movimento sindical, que deveria liderar essa mobilização popular, e não de uma liderança política cobrando dos movimentos sindicais que se mobilizem. 
 
Algumas lideranças políticas estão convocando a sociedade organizada e os movimentos populares, além da CUT e partidos de esquerda para iniciarem um movimento apartidário, para uma ampla aliança em defesa da democracia. No próximo dia 6 de dezembro, atos públicos vão pipocar no Brasil e, espera-se, dê início a um movimento amplo no sentido da democracia direta e que apague essas ideias reacionárias, que defendem até o retorno do militarismo. 
 
Já que mudança não partiu do movimento sindical, que ele tome as rédeas dessas movimentações e procure entender o novo momento que vive o Brasil. Se até as instituições políticas já entenderam que não dá mais para ignorar as demandas da população, é hora de o movimento entender que a pauta econômica não deve ser o único foco dos sindicados. É preciso investir na formação política e na mobilização para a pressionar as instituições a fazer as mudanças necessárias para o bem-estar da população. 
 
Como o movimento já perdeu o bonde, é hora de correr atrás dele.

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