Seculo

 

À espera da reforma


02/08/2017 às 13:20
Devido à votação sobre a admissibilidade da investigação contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara dos Deputados, foi cancelada reunião da Comissão Especial sobre Tempo e Coincidência de Mandatos, que estava marcada para a tarde desta quarta-feira (2), que discutiria e votaria o parecer apresentado pelo relator, deputado Vicente Cândido (PT-SP).
 
O substitutivo de Cândido traz as regras gerais para a criação de um fundo para financiar as campanhas eleitorais, o Fundo Especial de Financiamento da Democracia (FFD). No relatório é proposto o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo e a extinção do cargo de vice.
 
Mas a principal polêmica sobre o debate está na proposta do sistema distrital misto como regra para as eleições proporcionais (cargos de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores) a partir de 2022. A classe política aguarda essa decisão para saber como se movimentar para o próximo ano, já que existe a possibilidade de aprovar o distritão como uma espécie de transição para o distrital misto. 
 
Se a expectativa envolve toda a classe política, na bancada capixaba a situação não é diferente. Mudando o sistema de votação, reduzem as chances de renovação da bancada. O distritão está sendo defendido na Câmara como forma de proteção dos mandatos dos atuais deputados. Depois das denúncias trazidas pela Operação Lava Jato, muita gente em Brasília está receosa, diante do desgaste da classe política. 
 
O sistema favorece quem está no mandato, pois, em tese, tem mais condições de conquistar o voto do eleitor, tem mais recursos, graças às poderosas emendas. Caso o distritão passe, acabam também as coligações, o que impede de que candidatos possam ser eleitos por sobra ou por média, o chamado “efeito Tiririca”.
 
Daí a estática da classe política em fazer movimentações, seja para se aproximar dos partidos que possam ser aliados, seja para mudar de siglas. É preciso pensar em recursos, tempo de TV, melhor acomodação com o governo. Mas a coisa está tão complicada. Os deputados não sabem ainda com qual presidente vão ter que negociar até o próximo ano. 
 
Fragmentos:
 
1 – Renato Casagrande (PSB) esteve em Marechal Floriano e Domingos Martins, na região serrana. Festejado por aliados como candidato ao governo, o socialista vem evitando cravar sua entrada na disputa. Diz que o momento é de debater a conjuntura.
 
2 – O governo do Estado enviou à Assembleia um projeto de lei que autoriza o Estado a doar imóvel a Cariacica para implantação de um parque municipal. Serão 335 mil metros quadrados destinados à implantação do Parque Municipal O Cravo e a Rosa. O município terá 60 dias, a partir da lavratura da escritura, para começar a implantação do parque, sob pena de reverter a propriedade ao domínio do Estado.  
 
3 – O novo corte de cabelo do deputado estadual Sérgio Majeski (PSDB) está dividindo espaço nos discursos dos parlamentares na primeira semana com o retorno do recesso, com a paralisação das obras da BR-101.

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