Seculo

 

Rose e Hartung no jogo


08/08/2017 às 12:39
As movimentações da senadora Rose de Freitas (PMDB) são de quem está convicta a disputar a eleição ao governo do Estado no próximo ano. O governador Paulo Hartung (PMDB) também vem se articulando no sentido de buscar um palanque confortável para disputar a reeleição no ano que vem. Até aqui parece que os dois peemedebistas iniciaram um jogo de xadrez e estão frente a frente estudando um ao outro. As duas lideranças tentam mostrar disposição para o embate, mas será que ele se concretizará em 2018. 
 
Hartung tenta limpar o campo. Desgastado com uma sequência de eventos negativos desde o início do ano, o peemedebista, que chegou a ser cotado para presidência, hoje busca uma composição de consenso para se tornar candidato único ou disputando com candidatos “laranjas”, como fez no passado. Com essa estratégia ele evitaria embates eleitorais que possam arranhar sua imagem, como aconteceu em 2014, na disputa com Renato Casagrande (PSB).
 
Em relação ao PMDB nacional do presidente Michel Temer, o governador ensaiou uma saída do partido, mas precisa de mais segurança para dar esse passo, como a definição das regras eleitorais para o próximo ano e a busca de acomodação em um palanque forte para disputar, tanto do ponto de vista do apoio das demais lideranças quanto da captação de recursos de campanha via diretório nacional. 
 
Rose de Freitas se fortalece com a permanência de Temer na presidência, mas o presidente está longe de ser um poço de popularidade e suas atitudes no Palácio do Planalto podem respingar nos aliados. Enquanto Rose tiver a chave do cofre nas mãos e puder apanhar recursos para os prefeitos, estará bem. Mas a senadora precisa de apoio político para uma campanha ao governo do Estado. 
 
Ela e Hartung se estudam. Se o governador permanecer no PMDB, a prerrogativa para a disputa é dele. Como a senadora nunca fez partido, teria dificuldade em uma convenção com o governador. Por outro lado, Hartung tem a memória da derrota na convenção do PSDB para José Ignácio Ferreira, eleito governador em 1998. Ao dizer que está disposta a uma disputa interna, a senadora estaria buscando essa memória no governador e tentando intimidá-lo. Já Hartung, ao fazer mistério sobre seu caminho partidário, testa os nervos da senadora.  Se haverá uma partida principal, ainda não se sabe, mas, até aqui, o jogo preliminar está interessante.
 
Fragmentos:
 
1 – O prefeito de Muqui, no sul do Estado, Renato Prúcoli (PTB), que tomou posse no cargo no último dia 28 de julho, já tem uma bomba no colo. O Diário do Tribunal de Contas do Estado (TCES) publicou nesta terça-feira (8) o acórdão sobre um caso que se arrasta desde 2009, envolvendo o concurso para atender ao Programa de Saúde da Família.
 
2 - O Plenário do Tribunal de Contas do Estado decidiu no último dia 27, um dia antes da posse de Prucóli, por unanimidade, determinar ao prefeito que cumpra a obrigação de realizar o concurso público no prazo de 12 meses, a contar da notificação.
 
3 – O arquivamento da denúncia contra o governador Paulo Hartung (PMDB) no Superior Tribunal de Justiça (STJ) deixa o ex-governador Renato Casagrande (PSB) em maus lençóis. O questionamento da classe política é se ele também vai conseguir o arquivamento da denúncia envolvendo seu nome.

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