Seculo

 

Teorias da conspiração


10/08/2017 às 16:05
Há uma série de teorias sobre a movimentação do governador Paulo Hartung e sua acomodação partidária para a disputa de 2018. Já tem gente voltando a falar nele como candidato à Presidência da República. O que não faz o arquivamento de uma denúncia, não é? Mas, exageros à parte, há muitas possibilidades de leituras sobre as idas e vindas do governador a Brasília. 
 
Se na manhã dessa quarta-feira (8) Hartung deixou o Estado especulando se iria bater o martelo com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), sobre sua ida para o DEM, voltou de lá com um convite do PSDB, sem fechar nada com ninguém. E ainda mantém o PSD por perto, para um caso de necessidade. 
 
Mas vamos às teorias. Há quem diga que a movimentação foi um blefe e que Hartung vai escolher o melhor partido para o processo de 2018, por isso, vai cozinhar quem aparecer até o limite para a troca de partido, observado quem pode oferecer o melhor caminho. Outros apostam que Paulo Hartung busca uma recolocação no cenário nacional. Isso se o cenário não for árido para ele e se não tiver mais nenhum arranhão em sua imagem para fora do Estado. 
 
Há também quem entenda que o convite de Hartung foi uma resposta à movimentação da senadora Rose de Freitas (PMDB), que teria sido convidada para o ninho tucano, o que mostraria um tamanho maior do que o da parlamentar, com quem deve disputar a eleição do próximo ano. Poderia ser uma resposta também à executiva estadual do PSDB, que seria contrária à entrada do governador no partido, por isso a costura por cima. 
 
E há também quem acredite que tudo não passa de balão de ensaio, que no fim das contas Hartung vai acabar mesmo disputando a reeleição e pelo PMDB. Em se tratando de Hartung, balão de ensaio é sua especialidade. Independentemente de para qual partido o governador vai, ou qual cargo irá disputar, ele tem conseguido algo muito mais valioso neste momento. 
 
Depois de um primeiro semestre de desgastes, o governador mostra que é disputado pelas lideranças nacionais dos grandes partidos. Parece ser um recado mais para a classe política local do que para o mercado nacional. O que o governador precisa é aumentar sua capilaridade e, neste quesito, essas movimentações e teorias só ajudam.
 
Fragmentos:
 
1 – O senador Ricardo Ferraço parecia bem satisfeito com o convite da cúpula tucana ao governador Paulo Hartung (PMDB) para repatriá-lo. É que ele se beneficia bastante para o processo eleitoral com essa movimentação, garantindo sua candidatura à reeleição no palanque de Hartung, que deve disputar o governo. 
 
2 – Leitor diz que o jornal uma hora diz que o PSDB quer Hartung e outra não quer. Não é bem assim. O jornal sempre deixou claro que quem não quer o governador no partido é a EXECUTIVA ESTADUAL. Sobre a nacional, a conversa começou agora. 
 
3 – Os aliados do governador Paulo Hartung tentam emplacar o discurso de que ele volta ao jogo nacional, mas o próprio governador parece saber que esse projeto está bem distante agora. A ideia mais palpável no momento é a da disputa pela reeleição. 

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

O poder político mudou de domicílio

Perfil de Marcelo Santos, um viciado governista, não interessa a PH no Tribunal de Contas. Mas, sim, um aliado fiel para todas as intempéries

OPINIÃO
JR Mignone
Sessão nostalgia
Músicas do passado continuam soberanas, encantando novos ouvintes e matando a saudade dos mais velhos
Geraldo Hasse
Aprimorando a arte das panacéias
Proliferam nas ruas os vendedores de panos de prato a 10 reais por meia dúzia
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Quem me ensinou a nadar
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Quem quer dinheiro?
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

O poder político mudou de domicílio

Polêmico projeto da Marina de Vitória é tema de audiência pública na Câmara