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Comunidade vai ingressar com ação contra a implementação de unidade do Escola Viva


11/08/2017 às 13:35
Nesta quinta-feira (10) houve uma reunião entre pais, alunos, professores e outros atores da comunidade escolar da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio (EEEFM) José Leão Nunes, no bairro Vale Esperança, em Cariacica, fizeram uma reunião com a presença do deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) e de dois vereadores do município para definir as próximas medidas que serão tomadas para evitar que seja implementada uma Escola Viva na unidade.

No encontro, que reuniu mais de 100 pessoas, a comunidade escolar expôs a insatisfação com a possibilidade de implementação de uma Escola Viva no local, já que nem todos os alunos tem a possibilidade de frequentar uma unidade em período integral.

Não houve diálogo com a comunidade escolar, nem com os alunos, para a implantação da Escola Viva nem espaços para que esses atores pudessem opinar. Os professores que não puderem ficar na unidade serão deslocados para outras escolas.

A comunidade escolar estuda acionar o Ministério Público Estadual (MPES) contra a implementação da Escola Viva, além de fazer dias de conscientização na escola e novos protestos, ainda na próxima semana. Além dessas medidas, continuará circulando um abaixo-assinado com manifestações contra a Escola Viva na unidade.

No momento, a escola, que atende a 11 bairros nos municípios de Cariacica e Viva Velha, tem diversos setores fechados ou subutilizados, como a biblioteca e laboratórios de informática, física e química. Quando foi iniciada uma reforma na escola, os alunos pensaram ser para melhorar a estrutura da unidade, mas foram surpreendidos com a informação de se tratar de mais uma unidade da Escola Viva.

A comunidade escolar não se opõe ao projeto em si, mas questiona o fato de ter sido implantado sem diálogo e de nem todos os alunos poderem frequentar uma unidade em tempo integral, já que trabalham para ajudar as famílias.

Além disso, as escolas do entorno também estão superlotadas em condições precárias. Em Bela Aurora tem uma escola, mas para o 1º ao 5º anos do ensino fundamental; no bairro Vistamar também há uma escola estadual, também em condições precárias. Em Cobilândia, Vila Velha, a apenas 10 minutos da escola José Leão Castelo, já existe uma Escola Viva, o que reduz as opções para aqueles alunos que não podem frequentar escola em tempo integral.

Os alunos pretendem fazer novos protestos para demonstrar a insatisfação com a implantação da Escola Viva no José Leão Castelo, chamando a população para se juntar às manifestações.

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