Seculo

 

Não vai ser desta vez


12/08/2017 às 19:04
O governo do Estado é um caminho natural para os prefeitos da Grande Vitória, mas não vai ser desta vez que um deles irá para a prateleira de cima. O governador Paulo Hartung (PMDB) tem preparado um caminho eleitoral para 2018 em que ele possa disputar sem adversários para contrapor seu projeto de reeleição. Já os prefeitos ainda não conseguiram a musculatura necessária para um passo adiante. 
 
Ao conquistar a reeleição, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), poderia ser o nome que mais agregaria forças para a disputa. Poderia ser um Plano B no grupo de Renato Casagrande (PSB), mas hoje o prefeito da Capital não é mais visto assim pelo mercado político. Sua visão pouco ampla da cidade e o enfraquecimento de seu grupo político se unem ao fato de ter sido também citado na lista da Odebrecht, o que torna praticamente inviável uma aventura em 2018. 
 
Outro nome muito forte até bem pouco tempo atrás era o do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede). Vencendo a eleição no mais populoso município da Grande Vitória, ele saiu fortalecido no embate contra Sergio Vidigal (PDT), mas a polarização do município começa a dar sinais de desgaste e a não decolagem de seu partido cria muitas dúvidas sobre a musculatura para 2018. 
 
Do outro lado da Grande Vitória, Geraldo Luzia, o Juninho, é do PPS, mas não é de Luciano. Tem uma relação muito boa com o governador Paulo Hartung, tem contrapartida nessa aliança, e deve se dedicar à conclusão de seu mandato pensando em um voo mais alto, provavelmente a Câmara dos Deputados, mas em 2022. 
 
Na cidade vizinha, Viana, Gilson Daniel (Podemos) é uma liderança a ser observada de perto e com cautela. Tanto que o próprio Hartung entendeu que não era interessante tê-lo do outro lado. Daniel, porém, também vai cuidar do segundo mandato e pensar em outras acomodações em um futuro mais distante. 
 
Quem também entende que seu momento será no futuro é Max Filho (PSDB). Um dos nomes mais respeitados no PSDB, o projeto do prefeito de Vila Velha vai ser o de concluir com sucesso o mandato. Antes mesmo de qualquer movimentação para 2016, Max Filho vinha sendo cotado para a disputa ao governo, mas sempre desviou do assunto, deixando o tema para ser discutido em 2022. 
 
Aliás, esse sim vai ser o pleito dessas lideranças. A tendência é de que o ciclo de Hartung no governo termine de vez com a reeleição ao governo e abra caminho para esses nomes. Quer dizer, para os que sobreviverem politicamente até lá.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
E o Homero, hein?

Defender o ex-marido da médica Milena Gottardi deve custar profundos arranhões a Homero Mafra

OPINIÃO
Editorial
Um Estado que mata suas mulheres
Crime da médica Milena Gottardi chama atenção para os casos de feminicídios, que fazem do ES um dos estados mais violentos do País para as mulheres
Renata Oliveira
Dados x discurso
Como pode o Estado ser um exemplo para o País em gestão, se não tem potencial de mercado e solidez fiscal?
Geraldo Hasse
A doença da intolerância
Ela está nos estádios, nos governos, nas igrejas, nos parlamentos, nas ruas, nos tribunais
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Branca, o Teatro e a sala de estar
Panorama Atual

Roberto Junquilho

Fuzis e baionetas, nunca mais!
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Turista acidental
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

'Uma das questões que mais se discute no partido é a necessidade de se diferenciar do PT'

Ricardo Ferraço circula pelo sul do Estado ao lado de César Colnago

CPI dos Guinchos volta a mirar rotativo de Guarapari

Ex-prefeito de Alegre é absolvido em ação de improbidade

Prefeitura de Vila Velha dá início ao processo de eleição direta nas escolas