Seculo

 

A nova do imposto sindical


22/08/2017 às 11:20
A tal reforma trabalhista, entre tantos desastres que estabeleceu para o trabalhador brasileiro, mexeu em um ponto que sempre foi uma bandeira do movimento sindical, o fim do imposto. Esse foi um dos primeiros pontos da plataforma da Central Única dos Trabalhadores (CUT). Mas, eis que depois de aprovado o fim do imposto, ele volta e com aumento. A quem interessa essa manobra?
 
A coluna responde. Essa manobra interessa ao capital, que faz do imposto sindical uma moeda de troca com as lideranças sindicais, cooptadas pelo empresariado, cegas pelo poder, que se perpetuam no comando das entidades, muitas vezes servindo aos interesses da empresa. 
 
Enquanto o Movimento Sindical tinha dinheiro e espaço não trabalhou a formação política do trabalhador. Tirar o imposto de uma vez, levaria o movimento para a rua, ou melhor, as lideranças que fizeram do sindicato uma profissão e não uma causa. 
 
Neste sentido, o imposto sindical por muito tempo acabou escravizando o trabalhador, obrigou-o a contribuir com o sindicato, sem entender muito bem para quê estava cedendo uma parte de seu salário. Culpa do movimento.
 
Se o trabalhador tivesse sido incluído nos debates do sindicato, de todo o processo político das entidades, se os dirigentes sindicais tivessem trabalhado a formação, no chão da fábrica, atraindo os trabalhadores para a participação sindical, hoje o cenário político do País seria outro. 
 
A falta de interesse do trabalhador na política e as armações do golpe não teriam se concretizado. Mas essa falta de interesse do trabalhador na vida política do Brasil, pode ser medida pela falta de interesse das próprias lideranças sindicais.
 
No Espírito Santo mesmo, os movimentos de rua não atraem mais de 200 sindicalistas, quando poderiam colocar mais de duas mil pessoas, só com direções sindicais. Será que não são trabalhadores?
 
O imposto tem que acabar, sim. Isso vai separar as coisas, vai depurar o movimento sindical, deixando na luta apenas aqueles que estão nessa pela causa social e não para se profissionalizar como presidente de sindicato. 
 
Fim o imposto, já!

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Agência Senado
Cotações

Apesar de já ter anunciado apoio a Majeski, sobem as apostas de que Max Filho poderá, mesmo, é fixar lugar no palanque de Rose

OPINIÃO
Piero Ruschi
Visita à coleção zoológica de Augusto Ruschi
Visitei a coleção zoológica criada por meu pai e seu túmulo na Estação Biológica. Por um lado, bom, por outro, angústia
Gustavo Bastos
Minha luta com o sol - Pentagrama - Parte I
''vi o sol inca ficar vermelho''
Wilson Márcio Depes
A Frente Ampla começou em Cachoeiro?
Município do sul do Estado mantém a falta de entressafra política
Eliza Bartolozzi Ferreira
Cada qual no seu lugar
As escolas fazem ciência; as igrejas doutrinação. Projeto Escola Sem Partido é, no mínimo, uma contradição de base do vereador de Vitória, Davi Esmael (PSB)
Roberto Junquilho
Gestão de marca
Manter elos com redutos eleitorais faz a cabeça da classe política
Geraldo Hasse
Refém do Mercado
O País está preso ao neoliberalismo do tucano Pedro Parente, presidente da BR
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Especialista critica projeto Escola Sem Partido proposto por vereador de Vitória

TSE define quanto cada partido receberá do Fundo Eleitoral

Pesquisa de R$ 2 milhões financiada pela ArcelorMittal é aprovada em regime de urgência pela Ufes

Procons fiscalizam aumentos nos preços dos combustíveis em postos de Vitória e Serra

Trabalhadores e empresários da Construção Civil dão trégua de um mês para negociações