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Sumário de acusação de militares presos é marcado para setembro


30/08/2017 às 18:19
A Vara de Auditoria Militar marcou a data do sumário de acusação de dois dos militares que seguem presos acusados de envolvimento em episódios que envolvem a paralisação da Polícia Militar, ocorrida em fevereiro deste ano.

O sumário de acusação do tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, que cumpre menagem, no equivalente à prisão domiciliar, será no dia 12 de setembro e o do soldado Nero Walker da Silva Soares, que está presos no Quartel do Comando Geral (QCG), em Maruípe, Vitória, será no dia 11 do mesmo mês.

O tenente-coronel é alvo de prisão preventiva acusado de incitar o movimento de familiares de policiais militares que paralisou o policiamento durante 22 dias no mês de fevereiro deste ano. Ele chegou a ser preso no QCG, mas foi colocado em menagem para tratar da saúde.

A defesa do oficial aponta que não há motivos para a manutenção da prisão, visto que ele não representa risco à sociedade e à segurança pública e que o movimento dos familiares dos policiais militares já acabou. A defesa sustenta que ele não tem qualquer influência no movimento.

O tenente-coronel Foresti ficou conhecido durante o movimento pela crise nervosa que o levou para o hospital. O oficial surtou ao saber que policiais que faziam o policiamento ostensivo a pé haviam sido baleados. Ainda sob forte emoção, ele fez circular um áudio na internet que chocou quem ouviu. Um verdadeiro desabafo sobre a situação de opressão à qual os policiais estavam sendo submetidos.

Já o soldado Nero Soares foi preso em 16 de junho e transmitiu pela internet o momento do cumprimento do mandado de prisão. Ele foi preso por postagens no Facebook, entendidas pelo Comando da Polícia Militar como perturbação da ordem.

Não há qualquer sinalização de soltura do soldado, que chegou a ter um surto nos primeiros dias em que ficou preso no quartel, mantido isolado dos outros militares. Desde 2016, o soldado estava afastado das atividades para tratamento psiquiátrico, quadro que pode ter sido agravado pelo isolamento.

O soldado é conhecido on-line por fazer apontamentos bem-humorados sobre a realidade de ser um praça no Estado, além de denunciar excessos contra policiais ocorridos durante o movimento dos familiares de policiais militares em fevereiro deste ano, que deixou o Estado sem policiamento ostensivo por 22 dias. Ele denunciou, na época, que policiais estavam dando entrada no Hospital da Polícia Militar (HPM) com problemas psicológicos pela pressão sofrida para voltarem às ruas sem garantias de segurança.

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