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Em reunião com Bradesco, Sindibancários denuncia pressão por metas e demissões


03/09/2017 às 19:37
Os diretores do Sindicato dos Bancários do Estado (Sindibancários-ES) se reuniram com o novo gerente regional do Bradesco, Hebercley Magno dos Santos, para discutir as condições de trabalho nas unidades do banco. Eles cobraram a garantia do emprego e apontaram situações de intensificação de cobrança por resultados que podem configurar assédio moral. Os diretores Lindalva Firme, Fabrício Coelho e Pedro Luchi representaram o sindicato.

A entidade vem recebendo denúncias em relação ao número excessivo de  audioconferências, um instrumento de controle e cobrança na produtividade do banco.  Atualmente, estão ocorrendo até três audioconferências diárias para o estabelecimento e acompanhamento de metas, o que configura uma intensificação da cobrança por resultados, chegando a atrapalhar o trabalho, a própria produtividade e atendimento aos clientes.

Hebercley explicou que as audioconferências fazem parte da estrutura de funcionamento do Bradesco e que serão mantidas, mas irá orientar os gestores a fazerem a cobrança de modo que não venha a configurar assédio moral.

O sindicato também apontou a cobrança de metas via Whatsapp como uma forma abusiva de controle da produtividade.

“Está garantida na Convenção Coletiva a não invasão da privacidade e de instrumentos particulares de bancários, como por exemplo o telefone e as redes sociais. Essa prática é grave e não admitimos que continue”, afirma Fabrício Coelho.

O gerente regional do Bradesco informou desconhecer a utilização de celulares para a cobrança de resultados e disse que irá averiguar se essa prática tem ocorrido nas unidades, por parte dos gestores.

Demissões

Os diretores do Sindibancários também apontaram um aumento das homologações que estão sendo feitas no sindicato, em sua maioria por funcionários incorporados ao Bradesco. As demissões estão ocorrendo desde a incorporação do HSBC, em junho de 2016, e muitas vezes levam em conta a média salarial dos empregados. A posição do Sindicato é de que não haja mais demissões.

“As agências têm cada vez menos funcionários e o atendimento à população é cada vez mais precário. A função principal do banco é atender a população, esse é o papel do sistema financeiro”, argumenta Fabrício.

O gerente regional do Bradesco respondeu que as demissões não consideram o salário dos funcionários, mas sua produtividade e o regime da meritocracia.

“A meritocracia é usada pelo capital para elevar a competição entre os funcionários e cria um clima ainda pior dentro das agências”, frisa Lindalva Lime, diretora do Sindibancários. Para Fabrício Coelho, “não há como todos chegarem a gerentes regionais, por mais competentes que sejam, por conta da própria estrutura do banco. essa lógica só serve para elevar o lucro do Bradesco e aumentar a exploração dos empregados”.

Segurança

Outro ponto de pauta foi o problema das portas eletrônicas em determinadas agências do Bradesco.  A medida de segurança está prevista na Lei Estadual 5.229/96, que obriga a instalação de porta eletrônica individualizada nas agências e postos de serviços bancários que atendem ao público. Porém, o Bradesco insiste em manter Postos de Atendimento (PAA) que não contam com esse sistema de segurança. Ao todo, o banco tem no Espírito Santo 50 agências, sendo 48 de varejo e duas primes.

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