Seculo

 

De volta à luta


05/09/2017 às 10:08
Na última quinta-feira (31), completou um ano de um golpe político orquestrado pela elite econômica do País, um golpe que tirou uma presidente eleita pelo voto para trazer ao poder presidente ilegítimo, que lá foi posto com um objetivo claro: promover as reformas trabalhistas e da previdência, para tirar os direitos dos trabalhadores e aumentar a mordomia da elite. 
 
Quem não se lembra das passeatas patrocinadas pela Fiesp, com um grande pato amarelo de borracha, dizendo que a população não queria “pagar o pato”. Passado um ano, muita gente já deve ter percebido que tudo isso foi uma armadilha para retirar os direitos dos trabalhadores, para promover o enriquecimento de poucos e aumentar o distanciamento do cidadão comum do debate político. 
 
O leitor pode perguntar: e como fica o Movimento Sindical nisso tudo, como fica? Ora, fica a ver navios. O movimento fechou os olhos durante os 12 anos do governo do PT, da necessidade de investir no fortalecimento da base. Se acomodou e perdeu a grande e talvez única chance de promover a verdadeira reforma política e trabalhista, ampliando a democracia e as garantias da classe trabalhadora.
 
Se antes se falava em redução da jornada de trabalho, para aumentar o número de vagas, hoje já há uma diminuição de queixas na Justiça trabalhista no que se refere a assédio moral, porque as pessoas estão com medo de perder os poucos empregos que ainda existem. 
 
Deveria ter a Central Única dos Trabalhadores (CUT) ter investido no debate da ampliação dos direitos, mas hoje o debate deve ser outro. É preciso promover a luta de classe, afinal tudo está sendo colocado dessa forma. A culpa para a elite da crise é o fato de as classes menos abastadas estão circulando por aeroportos. 
 
Há uma guerra convocada pela elite que a classe trabalhadora está fazendo de conta que não está entendendo, abaixando a cabeça e se submetendo. Mas isso não pode ficar assim. O movimento sindical tem que se posicionar, buscar orientar o trabalhador e reagir, porque o capital tomou conta de tudo e quando se tem direitos retirados o jeito é lutar para reconquistá-los. 
 
Avante classe trabalhadora!

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