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Enivaldo dos Anjos pede união da classe política em torno de eventual chapa Barbosa-Hartung


05/09/2017 às 18:53
Repercutiu na Assembleia Legislativa na sessão desta terça-feira (5) os destaques conquistados nos últimos dias pelo governador Paulo Hartung na mídia nacional. O deputado Enivaldo dos Anjos repercutiu as declarações do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que elogiou o governador em entrevista ao jornal Valor (01/09/17). Barbosa disse que decidisse entrar na disputa a presidente da República chamaria Hartung para compor uma parceria. 
 
Enivaldo, após enaltecer o convite do ex-ministro ao governador, defendeu a união de liderança em favor de Hartung. O discurso governista de Enivaldo recebeu resposta imediata de Sergio Majeski (PSDB). Ele afirmou que a promoção da imagem de Hartung é fruto de um ótimo trabalho de marketing.
 
O deputado Enivaldo criticou a antecipação do debate por algumas lideranças para discutir a sucessão ao governo, com encontros no interior do Estado - uma clara referência à movimentação da senadora Rose de Freitas (PMDB) pelo interior do Estado. Serviu também para o ex-governador Renato Casagrande (PSB), que também se movimenta pelos municípios. 
 
Em seguida, Enivaldo destacou o debate sobre a sucessão nacional, com a movimentação dos possíveis pré-candidatos. Ele falou sobre as declarações de Joaquim Barbosa ao governador, enfatizando que a composição de uma chapa à Presidência da República Barbosa-Hartung seria uma oportunidade para o Espírito Santo. Para o deputado, a classe política deveria deixar as vaidades de lado e se concentrar nesse projeto nacional. “Isso é bom para o Espírito Santo, facilita a acomodação política”. Ele acrescentou que esse é o momento de se unir forças em favor de uma candidatura única, juntando as forças capixabas às forças nacionais. 
 
Na contramão da narrativa de Enivaldo, Majeski rebateu a ideia de que presidentes ou vices, da redemocratização para cá, não devolveram bons legados para seus estados natais. Ele citou como exemplo o ex-presidente José Sarney, que não beneficiou em nada o Maranhão. Mesmo sendo uma das lideranças mais influentes no cenário político por décadas, o estado natal de Sarney, lembrou Majeski, tem hoje o terceiro pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do País. 
 
O deputado lembrou ainda que o então presidente Fernando Collor também deixou Alagoas no esquecimento. O senador Renan Calheiros, outra liderança de relevo, também nada fez pelos alagoanos. O tucano ainda lembrou que Pernambuco, estado natal de Lula, também não recebeu a atenção do ex-presidente. “A meu ver, é ilusório que ter um conterrâneo como presidente ou vice possa beneficiar o Espírito Santo”.
 
Além disso, o deputado afirmou que a projeção que vem sendo dada ao governador na mídia nacional é resultado de um trabalho de marketing, que tem conquistado espaço na mídia nacional. Majeski disse que esses espaços na imprensa têm sido comprados com dinheiro público. 
 
O tucano esclareceu que não há nada de extraordinário na gestão de Hartung. Ele afirmou que outros estados mais pobres que o Espírito Santo também estão conseguindo manter a folha de pagamento do funcionalismo em dia, mas não conseguem a mesma visibilidade que o governador porque não dispõem de uma assessoria tão eficiente quanto à de Hartung. O tucano destacou ainda os problemas na saúde, educação e segurança, que vem sendo sentidos pela população. 
 
Para Majeski, a maioria da população enxerga o governo do Estado da mesma forma que ele, e não tem essa percepção de grande gestor que Hartung construiu. O deputado provocou os colegas, afirmando que os parlamentares que rodam o Estado sabem que ele está falando a verdade.

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