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Secretário de Itapemirim foi morto por vingança, revela investigação


13/09/2017 às 12:59
O secretário de Gerência Geral de Itapemirim (região litoral sul), José Mauro Sales da Penha, 58, foi morto por vingança. O crime teria sido cometido pela servidora pública Carla Rogéria Ribeiro Lima, 46, exonerada do cargo de diretora da Defesa Civil municipal poucos dias antes do crime. Essa foi a conclusão do inquérito do homicídio pela Policia Civil, divulgada nesta quarta-feira (13). A Justiça já decretou a prisão preventiva de Carla, que se encontra foragida.

Em coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública (Sesp), o delegado Djalma Pereira Lemos, responsável pela investigação, revelou que os depoimentos de testemunhas indicam que Carla foi a autora dos seis disparos de arma de fogo que mataram o secretário. Ela teria ido à residência de José Mauro usando um taxi, cometido o crime e deixando o local no mesmo veículo.

O taxista foi identificado por imagens de câmeras de videmonitoramento e ouvido pela Polícia Civil, confessando que a suspeita teria admitido o crime. No entanto, ele disse não ter procurado as autoridades policiais antes por medo de morrer. A suspeita do crime teria inclusive falado para familiares da intenção de matar o secretário. O marido e o enteado de Carla também foram ouvidos pela Polícia.

A motivação do crime seria a vingança pela sua exoneração do cargo. Além disso, Carla também estaria insatisfeita com o secretário pela suposta perda de contratos da empresa do seu marido, que atua no ramo de fogos de artifício. Logo após o crime, a servidora pública – que tem o cargo efetivo de telefonista na Prefeitura – teria arrumado suas coisas em uma mala e viajado para destino ignorado. Hoje, a Polícia está à caça da assassina do secretário.

José Mauro Sales foi morto dentro de sua residência no balneário de Itaoca na noite do último dia 3. O caso teve grande repercussão em Itapemirim, tanto que a cúpula da Segurança Pública foi ao município no dia seguinte ao crime e garantiu o emprego de todos os esforços nos trabalhos de investigação. O secretário morto era apontado como o braço direito do prefeito interino Thiago Peçanha (PSDB).

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