Seculo

 

A mentira da reforma


31/10/2017 às 12:15
Com base na famigerada reforma trabalhista, já tem rede contratando funcionário para o tal trabalho intermitente, com salário de R$ 4,45 por hora trabalhada. Pouco mais de US$ 1. Para o governo federal, essa é uma ótima notícia. Insiste em uma narrativa de que a reforma vai ajudar o pobre porque vai permitir que o trabalhador negocie com o patrão seu horário de trabalho. 
 
Em meio a essa construção de narrativa, muito contribuiu o senador Ricardo Ferraço (PSDB), que foi relator da matéria. Ele afirmou à época para defender essa jornada intermitente, que nos Estados Unidos já é assim há muito tempo. 
 
O senador só se esqueceu de dizer que esse trabalho não é para americanos. É para os latinos que vão para aquele país em busca de condições de vida e são obrigados a aceitar subempregos para se manter no País. São quase como escravos. O valor da hora paga, mesmo assim, é bem acima da que está sendo oferecida aos brasileiros.
 
Embora o ministro da Fazenda Henrique Meirelles negue, está em plena campanha eleitoral para a Presidência da República, vem defendo agora a reforma da Previdência. Ele, aliás, se reuniu no Estado com o governador Paulo Hartung (PMDB) na última sexta-feira (27). Os dois falaram sobre o momento econômico do País a empresários, em Pedra Azul, região serrana no Estado.
 
Meirelles defende que a Reforma da Previdência vai fazer com que o governo federal consiga diminuir os juros, atraindo mais investidores e aumentando assim os empregos. Balela! O que o governo federal, que chegou até a assinar portaria flexibilizando o trabalho escravo quer justamente esmagar a classe trabalhadora e fazer o Brasil voltar umas três décadas nas conquistas da classe trabalhadora. 
 
Tudo isso só está acontecendo porque o trabalhador perdeu sua representação de classe. Os dirigentes sindicais se esqueceram de suas funções, estão preocupados em se manter à frente de suas entidades, com um pequeno poder de barganha com as empresas abandonaram a luta de classe, a mobilização e a formação política. Deixaram o trabalhador ao deus-dará e vão pagar o preço por isso, mais cedo ou mais tarde. 
 
Escravidão, não!

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