Seculo

 

Reflexo da nacional


06/11/2017 às 13:15
A disputa do PSDB capixaba, polarizada entre o grupo do vice-governador César Colnago e o do prefeito de Vila Velha, Max Filho, expõe a divisão do partido em questões que vão além do controle interno. Em jogo está o posicionamento do ninho em relação ao processo eleitoral de 2018. A disputa de fundo é ficar no palanque do governador Paulo Hartung (PMDB) ou fora dele, o que pode representar, inclusive, um protagonismo tucano na eleição majoritária. 
 
A situação é tão complicada como a nacional, com seus caciques disputando o protagonismo na eleição interna que acontecerá em dezembro. Em nível nacional, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da Capital paulistana, João Dória, travam uma briga pela candidatura a Presidência da República no próximo ano. 
 
Antes disso, o partido terá que resolver quem vai comandar esse processo. Tasso Jereissati tenta se efetivar no cargo. De outro lado, o governador de Goiás, Marconi Perillo, corre por fora. Tanto lá, quando cá, o partido busca identidade após perceber que não era o herdeiro direto do espólio do PT, após o impeachment de Dilma Rousseff. 
 
Com o ninho tucano tão desgastado quanto o PT, a busca de novas formas de sobrevivência de suas lideranças deve se intensificar a partir da definição dos presidentes estaduais e nacional. No Estado, se o vice-governador César Colnago vencer a disputa, por mais que ele negue, o perfil palaciano será o rótulo da gestão. 
 
Se Max Filho vencer a disputa, não significa, necessariamente, um afastamento. Mas a presença do deputado estadual Sergio Majeski na chapa pode abrir caminho para a construção de uma disputa em que o partido possa ser protagonista no processo e desta vez com chances ou pelo menos com força para entrar na disputa.
 
Mais que escolher seu presidente, o PSDB escolhe no próximo sábado (11) seu caminho no Espírito Santo. Enquanto isso, vai aguardar a definição da nacional para buscar os acordos ou para um lado ou para o outro.
 
Fragmentos:
 
1 – Qual a disputa que o secretário de Desenvolvimento Urbano Rodney Miranda (DEM) vai mirar, ainda não se sabe, mas o eleitorado, certamente, é o de Vila Velha. 
 
2 – O vereador Davi Esmael (PSB) quer se lançar à disputa de deputado federal no próximo ano, mas o retrospecto da Câmara de Vitória em disputas estaduais e federais não é animador. O último vereador a sair da Câmara foi Luciano Rezende (PPS), eleito deputado federal em 2010.
 
3 – A estratégia do vereador de fazer dobradinha com o pai, deputado estadual Esmael Almeida (PMDB), é boa, afinal, os dois tem um eleitorado fiel. Outro que pode tentar federal é o secretario de Gestão, Planejamento e Comunicação, Fabrício Gandini (PPS), que saiu da Câmara para a gestão, mas, ainda assim, não será tão fácil.

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