Seculo

 

Reforma política (parcial)


06/11/2017 às 20:43
A reforma política, mesmo parcial, vai provocar mudanças já nas eleições de 2018. A segunda parte da reforma ficou para 2020. Mas não é desta vez que o brasileiro ficará livre da propaganda eleitoral no rádio e na TV. O que acabou foi a propaganda partidária, que era veiculada fora das eleições. A enfadonha propaganda dos candidatos começa, para desespero de muita gente, no fim de agosto do ano que vem.
 
Como é duro vê-los, principalmente aqueles candidatos de partidos nanicos. Embora alguns políticos conscientes falem em extirpar esses programas chatos, a maioria ainda resiste em tê-los veiculando e por uma simples razão, a vaidade. Parecem que se sentem realizados em ouvirem suas vozes no rádio ou suas imagens brilhando na telinha. Se ainda tivessem conteúdo a oferecer, faríamos um esforço. Mas do jeito que é...
 
Nos Estados Unidos não há propaganda em rádio e TV. Aliás, quando tem é paga e não obrigatória – uma relação meramente de mercado. Mas lá, como em alguns países da Europa (caso da Alemanha), o que prepondera são os debates nas redes sociais. Dizem que lá vem funcionando, sobretudo para quem está interessado em votar.
 
Sem falar que aqui ainda há as coberturas das grandes redes para episódios políticos de repercussão. Sinceramente, não sei a que tipo de audiência interessa uma cobertura maçante como essas, como foram, por exemplo, as duas últimas votações na Câmara dos Deputados contra Temer. Denúncias que, aliás, acabaram não passando. No final das contas, um grande circo. 
 
O País não está bem e não está por culpa da classe política. É em Brasília que está a origem da nossa derrocada econômica. Esta crise que ainda estamos atravessando é marcada por um desemprego sem precedentes, explosão da criminalidade e aumento das desigualdades sociais. E ainda tem muita gente repetindo que as eleições de 2018 podem ser a solução de todos os nossos problemas. Com esse nível de política? Duvido. Às vezes perco as esperanças e penso em não votar como uma manifestação de protesto a tudo de errado que está aí.
 
PARABÓLICAS
 
Carlos Gambi e Luis Claudio Casado fizeram aniversário no mesmo dia. A festa deveria ser na Play Man, mas não foi.
 
A nova frequência FM 91.9 na verdade passou a exibir uma programação que já vinha sendo praticada há três anos na faixa AM da Rede SIM
 
Agradecimento a todos (colegas, amigos e parentes) que se manifestaram pela cirurgia de catarata a que fui submetido, com sucesso.
 
Miguel Roldan mostra toda a sua expertise em rádio comandando a sua Cidade FM de Nova Venécia. Sucesso total em audiência.
 
MENSAGEM FINAL
 
“Se Deus criou as pessoas para amar e as coisas para cuidar, por que amamos as coisas e usamos as pessoas?” Bob Marley

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Por trás das cortinas

Hartung não ataca mais Casagrande como antes. E vice-versa

OPINIÃO
Editorial
Maquiagem oficial
Depois de episódios de repressão, governo Hartung tira a semana para valorizar uma das piores áreas de sua gestão: segurança pública
JR Mignone
Rádio Carnaval
'Taí' um dos poucos eventos em que o rádio perde feio para a televisão
Roberto Junquilho
O dia seguinte
O governador Paulo Hartung terá que se voltar mais intensamente à sua sucessão, depois de desfeito o sonho de ser vice de Luciano Huck
Geraldo Hasse
Manobras perigosas
Os empresários, que surfaram na onda de Lula, estão assustados com a pororoca de Temer
JR Mignone
Banalização
O carnaval fez com que se desse uma trégua nas informações sobre política no Brasil
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

A arte de pilotar motocicletas – ou com Chico na garupa
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Yes, nós também!
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Luiz Paulo disputará cadeira na Câmara dos Deputados pelo PPS

Sesc Glória abre inscrições para propostas de apresentações

Manobras perigosas

Banalização

Hospital Bezerra de Farias suspende atendimento por falta de médicos