Seculo

 

Outra matemática


07/11/2017 às 11:07
O prefeito de Vila Velha Max Filho (PSDB) faz reunião com lideranças nesta terça-feira (7) em seu tradicional reduto político, o dispensário São Judas Tadeu, na Prainha.. Já o vice-governador César Colnago tirou “férias” para se dedicar mais intensamente à campanha. As duas lideranças estão dedicadas de corpo e alma à disputa pelo comando do PSDB. Nesta reta final, todo mundo faz uma série de contas para saber quem tem mais votos dos delegados para a votação deste sábado (11). 
 
As contas são importantes para cada um dos candidatos construir seu mapa eleitoral e saber onde precisa depositar mais energia. Max Filho, de acordo com as contas de alguns de seus apoiadores, teria 32 dos 40 delegados de Vila Velha; e 28 dos 35 de Vitória. Colnago, por sua vez, teria a maioria dos delegados de Cariacica e Serra, que não são muitos, mas somados aos votos de varejo do interior, representam um montante considerável. Mas tudo isso são apenas projeções. 
 
Não é a primeira vez que a coluna faz um paralelo entre as divisões internas do PSDB e as do PT capixaba, sempre balizadas pelo apoio ou não ao governador Paulo Hartung (PMDB). Se a tendência for mantida, a história recente da eleição do grande adversário do ninho tucano mostra que contas não adiantam muito nessas horas.
 
Às vésperas da eleição do PT em maio passado, o deputado federal Givaldo Vieira tinha na ponta do lápis o número de delegados que apoiariam sua candidatura. Tinha uma sobra, segundo as contas de sua chapa, de três votos. Mas na hora H as urnas mostraram outra realidade: quem venceu a disputa interna, de “virada”, foi o ex-prefeito de Vitória João Coser. 
 
Esta não é uma ciência exata, muita coisa está em jogo e o jogo, às vezes, é pesado. A movimentação interna, a boca de urna e as pressões dos dois lados tornam o resultado da disputa imprevisível e as consequências inevitáveis. Se Colnago ganhar, o partido fica na base de Hartung e provavelmente vai caminhar com ele na eleição do próximo ano, encarando o descontentamento de parte dos tucanos, que consideram que o partido contabilizou mais perdas do que ganhos nesta aliança com Paulo Hartung. 
 
Se Max Filho vencer, a pressão interna será pelo afastamento do partido do palanque do governador, que comprometeria os planos de Hartung de se filiar ao PSDB. Também fica prejudicado um possível arranjo com Colnago à frente de um palanque ao governo, apoiado por Hartung, caso o governador decida se lançar em uma aventura nacional. 
 
Neste cenário, o desafio do próximo presidente do partido, independentemente de quem vencer, vai ser apaziguar os ânimos internos e construir uma unidade. 
 
Coser, no PT, diz que agora está tudo bem, depois que a nacional determinou a divisão igualitária dos cargos no partido. Mas, pelo jeito, está tudo bem só para Coser. Givaldo e seu grupo, que ainda não digeriram a disputa pelo comando do partido, continuam insatisfeitos. 
 
Fragmentos:
 
1 – O governador de São Paulo Geraldo Alckmin desistiu da disputa à presidência do PSDB e agora tenta agir como uma espécie de Ricardo Ferraço para tentar o consenso entre o governador de Goiás, Marconi Perillo, e o senador Tasso Jereissati, presidente interino da legenda, que quer se manter à frente do PSDB nacional.
 
2 – Na corrida à eventual vaga de Valci Ferreira no Tribunal de Contas estão o presidente da Comissão de Finanças da Assembleia, Dary Pagung (PRP), o líder do governo, Rodrigo Coelho (PDT), o presidente da Mesa Diretora, Erick Musso e o vice-presidente do Legislativo Marcelo Santos. Entre os dois peemedebistas, as apostas apontam para Santos. 
 
3 – Caso a vaga seja mesmo aberta no TCE, a Transparência Capixaba deve se movimentar novamente com projeto conselheiro cidadão. Na última vaga aberta, houve até audiências públicas e sabatinas na Assembleia com os candidatos da sociedade civil, mas, no final, a vaga acabou ficando com o deputado Sérgio Borges.

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