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MPES oferece nova denúncia contra envolvidos em fraudes no lixo


09/11/2017 às 18:48
O Ministério Público Estadual (MPES) ofereceu uma nova denúncia relacionada à Operação Varredura, que apurou fraudes em contratos de coleta e tratamento de lixo em prefeituras capixabas. Além do empresário Richelmi Neiltzel Milke, dono da RT Empreendimentos e que seria o “mentor” do esquema, outras dez pessoas foram incluídas, entre elas, um secretário, um procurador e outros cinco servidores do município de Ponto Belo. Eles vão responder pelos crimes de fraude em licitação, organização criminosa, falsidade ideológica e peculato.

Segundo as investigações do MPES, o empresário participou de diversos processos licitatórios e contratações diretas nas regiões norte e noroeste do Estado, de forma direcionada e fraudulenta. Para tanto, ele utilizou outras empresas que integravam o mesmo grupo criminoso e obteve ajuda de servidores públicos para realização das fraudes.

Desde a deflagração da operação, no final de agosto, o Ministério Público alega ter recebido a contribuição de vários advogados e testemunhas que têm procurado os promotores para denunciar novos fatos e contribuir para as investigações. O órgão ministerial afirma que a Operação Varredura deve se estender para outros municípios. Já foram cumpridas ordens judiciais nos municípios de São Mateus, Jaguaré, São Gabriel da Palha e Vila Velha – este último por conta da residência de um investigado.

Nesta ação penal, o MPES requereu a prisão preventiva de Richelmi e dos sócios da empresa Qualitar (Edson Antônio Almeida e Luiz Otávio Almeida), que também faria parte do esquema. Também foram denunciados: Tiago Guimarães Teixeira, representante das empresas RT e Qualitar; o secretário de Infraestrutura de Ponte Belo, Claudiele Pereira da Penha; o procurador do Município, Jackson José Kretli; o técnico contábil, Emídio Ferreira de Souza; e os servidores Cassio Canuto de Melo, Aleson Batista de Souza, Silmar Queiroz Silva e Ronaldo Souza Reis.

O MPES também requereu que os cinco servidores públicos envolvidos sejam suspensos do exercício de suas funções e tenham os vencimentos reduzidos em 60% durante o tempo em que durar o processo. Todos os pedidos serão apreciados pelo juízo da comarca de Mucurici, onde tramitam as ações penais relativas à operação policial.

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