Seculo

 

Por 12 votos, Colnago vence disputa pelo comando do PSDB


11/11/2017 às 15:18
Fotos: Leonardo Sá/Porã
Por 12 votos de diferença o vice-governador César Colnago venceu a disputa pela presidência estadual do PSDB capixaba. A chapa encabeçada por Colnago, “Força Tucana”, recebeu 126 votos contra 114 da chapa “PSDB Autêntico”, puxada pelo prefeito Vila Velha Max Filho. Votaram 241 convencionais, houve apenas um voto em branco e nenhum voto nulo. Também foi eleita neste sábado (11) a chapa única do PSDB Mulher, encabeçada pela vereadora de Vitória Neuzinha Oliveira.
 
 
Durante toda a manhã, o clima foi de tranquilidade entre os convencionais das duas chapas. Max Filho e César Colnago se cumprimentaram ao chegar ao cerimonial Oasis, em Santa Lúcia, Vitória, e seguiram para os cumprimentos aos delegados do partido. A marcação para a votação era cerrada, sobretudo em relação aos delegados do interior que chegavam para votar.
 
O único incidente observado durante a manhã foi um princípio de confusão entre os grupos, quando um membro da chapa de Max Filho perguntou a uma apoiadora de Colnago por quanto ela havia vendido seu voto e a tucana reagiu com um tapa. Mas a situação foi contornada rapidamente com a presença de seguranças.
 
Após a escolha do presidente, comemorada com muita festa entre os apoiadores do vice-governador, as lideranças partiram para a escolha do diretório, que é formado por 105 integrantes. Como a diferença foi bem pequena entre os dois candidatos, houve uma divisão bem representativa, com 56 votos para o grupo de Colnago e 49 para o de Max Filho.
 
Para a composição da nova executiva do partido, que é formada por 15 membros, também não houve consenso, e os dois grupos bateram chapa com vitória de Colnago. Isso significa que o grupo será formado apenas por integrantes da chapa 1. Além de Colnago, vão compor o novo comando do PSDB capixaba Paulo Ruy Carnelli (primeiro-vice), Octaciano Neto (segundo-vice), Amanda Quinta (terceira-vice), Vandinho Leite (secretário-geral), José Tadeu Batista (secretário), Ricardo Wagner (tesoureiro), Marivone Pereira (tesoureira-adjunta).
 
 
Nilton Basílio, Brunella Colombo, Maria Rowena, Ruy Marcos Gonçalves, Mônica e Gelianderson Siqueira, são vogais. Os suplentes são Vitor Otoni, José Carlos Buffon, Hellida Goggi, Fernada Pereira e Lúcia Fachetti.
 
Antes da votação, nem Colnago nem Max Filho viam dificuldade em reunificar o partido após o pleito desta sábado. A própria proporcionalidade do diretório, para ambos, seria um fator facilitador dessa composição. 
 
O desafio do novo presidente agora é o de fortalecimento da base e a composição de um projeto do partido para a eleição de 2018. A ideia de Colnago é fortalecer, por meio do Instituto Teotônio Vilela, a formação partidária, garantido assim a busca de novas filiações até março do próximo ano, para apresentar um quadro de disputa proporcional que garanta uma bancada com cinco deputados estaduais e até três federais.
 
A reeleição do senador Ricardo Ferraço também é uma prioridade para o grupo, além de um projeto de governo para 2018, que pode ser encabeçado pelo próprio Colnago, caso o governador Paulo Hartung dispute a eleição no cenário nacional, fortalecendo seu vice para a sucessão estadual.
 
 
No campo nacional, também há convergência dos dois grupos sobre a necessidade de o partido criar condições para uma campanha presidencial encabeçada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o que passa pela eleição nacional do partido, que acontece em dezembro próximo, com uma predileção pelo grupo do senador Tasso Jereissati, que foi destituído do comando interino do partido na última quinta-feira (9). 
 
Antes da votação, Max Filho fez questão de destacar a boa relação com Colnago e de que sua chapa não era contrária ao adversário e tampouco ao grupo do governador Paulo Hartung (PMDB). Sua intenção, afirmou, seria a de fortalecer a base do partido e dar ouvido à militância, baseado no projeto futuro do partido nesse debate constante interno.

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