Seculo

 

Com grupo de Colnago no comando, Majeski fica sem espaço no PSDB


13/11/2017 às 12:02
O deputado estadual Sergio Majeski foi um dos integrantes da chapa de apoio à candidatura do prefeito de Vila Velha, Max Filho, à presidência do PSDB capixaba. Embora o deputado não tenha nos últimos tempos se envolvido muito nas discussões internas do partido, esta seria, para os meios políticos, uma última chance de mantê-lo na sigla e fortalecê-lo para a disputa do próximo ano pelo ninho tucano.
Mas com a derrota do grupo no último sábado (11), a situação fica mais complicada para o parlamentar dentro do partido. Majeski, que fazia parte da executiva anterior, agora não tem nenhum cargo de destaque no partido – sem acordo para a composição da executiva, o grupo do vice-governador César Colnago vai comandar sozinho a legenda – e a tendência é que a saída de Majeski se torne inevitável. 
 
Do ponto de vista pragmático, não haveria espaço para o deputado, já que a para o Senado, a prerrogativa seria de Ricardo Ferraço, candidato à reeleição. Para o governo, ganha força nos bastidores a ideia de que o vice-governador César Colango seria o nome mais próximo do governador Paulo Hartung para a disputa ao governo, caso Hartung se desincompatibilize em abril próximo para a uma “aventura” nacional. 
 
A iminência da saída de Majeski do PSDB coloca nos meios políticos também uma limitação de suas opções. O entendimento dos observadores é de que o leque de partidos fora do arco de aliança do governador Paulo Hartung é pequeno e as acomodações também são poucas. No grupo PSB, PPS e da peemedebista Rose de Freitas haveria uma difícil articulação sobre quem vai ocupar o palanque ao governo do Estado. 
 
A senadora Rose de Freitas tenta se capitalizar como a candidata ao governo, tendo o ex-governador Renato Casagrande (PSB) ao lado como candidato ao Senado, mas o socialista também começa a se movimentar para tentar retornar ao Palácio Anchieta, o que estaria gerando atrito entre as duas lideranças. A entrada de Majeski no debate poderia aumentar o nível de tensão. 
 
No PPS, o obstáculo seria a movimentação do governador Paulo Hartung com o partido em nível nacional e as pretensões das principais estrelas do partido no Estado, o prefeito de Vitória, Luciano Rezende, e o secretário de Gestão, Planejamento e Comunicação da prefeitura, Fabrício Gandini, que tentam pegar a senha para o cenário pós-Paulo Hartung. 
 
O caminho aberto para o deputado pode ser a Rede do prefeito da Serra Audifax Barcelos. A ida de Majeski para o partido resolveria o problema do prefeito, que vem sendo cobrado para disputar o governo do Estado para erguer o palanque da presidenciável Marina Silva no Estado. Mas os movimentos de Audifax, que transita tanto no grupo de Rose de Freitas quanto do governador Paulo Hartung, deixam o cenário do partido também incerto para o deputado, que tem posição marcada de oposição ao governador Paulo Hartung.

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