Seculo

 

A força da CUT


14/11/2017 às 10:37
Desde o sábado (11) começou a vigorar em todo o País a reforma trabalhista aprovada no Congresso Nacional. Entre os itens que chama atenção dessa “reforma” está o fim do imposto sindical. A previsão é de sejam retirados da arrecadação das entidades cerca de R$ 3 bilhões. Evidentemente que os sindicatos maiores têm outras formas de arrecadação, mas os pequenos devem padecer. 
 
Diante deste cenário, se coloca um desafio aos meios sindicais: sobreviver. A ideia de acabar com o imposto é antiga e vem do próprio movimento trabalhador. Mas a forma como é colocada nesta reforma às avessas, impõe ao movimento sindical um grande desafio. O objetivo aqui foi mesmo o de colocar fim nos sindicatos. 
 
Neste contexto, será fundamental o papel da Central Única dos Trabalhadores (CUT). A entidade precisa se preparar para assumir a direção dos trabalhadores no lugar dos sindicatos, garantindo a permanecia da luta em um novo cenário do mercado de trabalho e a mantendo a representatividade das categorias. 
 
A previsão com o fim do imposto é de que mais de três mil sindicatos deixem de existir, por causa do fim do imposto. Como a Central é a entidade que atrai a maior confiabilidade do trabalhador e tem o maior número de trabalhadores representados as atenções se voltam para ela neste novo momento. 
 
Como diz o ditado popular, junta-se a fome com a vontade de comer. Passou da hora de a CUT se posicionar, convocar congresso de trabalhadores para direcionar a luta, orientar as categorias para o embate com o capital, evitando mais perda de direitos. 
 
Também é importante que a CUT se movimente para a criação de um estatuto único para os sindicatos, evitando assim, que o peleguismo prolifere outra vez. Mas o primeiro desafio da CUT já está posto. Em breve o Congresso Nacional deve votar a reforma da previdência e a previsão é de muita briga. 
 
É hora de lutar!

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Leonardo Duarte/Secom
Uma coisa só

Enquanto no campo nacional PRB e MDB ainda estão em fase de namoro, no Estado o partido já é um “puxadinho” de Hartung. E tudo começou com Roberto Carneiro...

OPINIÃO
Editorial
MPES omisso
Ministério Público decidiu não participar das audiências de custódia. Um dos prejuízos: denúncias contra tortura, comumente relatada por presos
Bruno Toledo
Por que negar os Direitos Humanos?
Não há nada de novo nesse discurso verde e amarelo que toma as ruas. É a simples manutenção das bases oligárquicas do Brasil
Eliza Bartolozzi Ferreira
Políticas de retrocesso
Dados educacionais do governo Paulo Hartung são alarmantes
JR Mignone
Enganosos
Fazendo uma comparação corajosa e dispersa, tanto as eleições do Brasil quanto a Copa do Mundo terão muita surpresas e varias decepções
Geraldo Hasse
Vampirismo neoliberal
O governo oferece refrescos aos trabalhadores enquanto suga seu sangue
Roberto Junquilho
Quem governa?
Um novo porto na região de Aracruz demonstra que, para as corporações, as minorias não importam
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Uh, Houston, temos um problem
MAIS LIDAS

Sindicato protocola denúncias contra Sesa por contratação de Organizações Sociais

Corrida ao Senado sinaliza mudança na bancada capixaba

Quem governa?

Vampirismo neoliberal

Greve dos professores de Vitória continua por tempo indeterminado