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PSDB libera Majeski para mudar de partido antes da janela de transferência


14/11/2017 às 12:02
Sergio Majeski não precisará esperar a janela partidária, em março próximo, para deixar o PSDB. O deputado estadual está livre para mudar de partido antes da janela de transferência, sem que seu mandato seja requerido na Justiça Eleitoral pelo partido por infidelidade partidária. A garantia é do novo secretário-geral do PSDB Vandinho Leite. 
Vandinho afirma que o deputado tem carta de liberação. O entendimento do novo comando do PSDB é de que Majeski não tem mais clima para permanecer no partido, devido a sua posição crítica ao processo interno que elegeu César Colnago presidente da legenda no último sábado (11). Incomoda também a nova executiva tucana o fato de Majeski ser oposição declarada ao governador Paulo Hartung (PMDB), que apoiou a chapa vencedora, claramente palaciana. O parlamentar apoiou o prefeito de Vila Velha, Max Filho, na disputa. 
 
Na sessão dessa segunda-feira (13), Majeski usou a tribuna da Casa para registrar críticas ao processo eleitoral do PSDB. Ele destacou que houve uso da máquina do Estado para a eleição do grupo encabeçado por Colnago. 
 
Mesmo antes da eleição interna, o deputado já vinha mantendo conversas com lideranças de outras siglas, como PSB, PPS, Rede e PV, mas ainda não tem um caminho definido a seguir para 2018. Com o aumentou significativo do seu capital desde a eleição de 2014, Majeski é cotado para disputar cargos majoritários (Senado ou o governo). A justificativa das lideranças tucanas para a saída iminente de Majeski é de que o partido não abriga o projeto do deputado estadual. 
 
Isso porque para o Senado, Majeski teria que disputar a vaga no partido com o senador Ricardo Ferraço, candidato à reeleição. Quanto à disputa ao governo, os meios políticos apontam uma possiblidade de o governador Paulo Hartung (PMDB) se desincompatibilizar do cargo, em abril, o que abriria caminho para o vice Colnago se credenciar à disputa ao governo do Estado. 
 
A posição assumida pelo deputado de oposição ao governo Paulo Hartung é outro ponto que dificulta a permanência de Majeski no partido. O partido faz parte da base e, com a vitória na convenção de lideranças ligadas ao Palácio Anchieta, a posição de deve ser mantida. 
 
Apesar da liberação prévia, a mudança de partido de Majeski ainda depende de muita conversa. O perfil dos partidos hoje no Estado não são atrativos ao deputado, que tem o perfil da chamada “nova política”, no sentido mais puro da palavra, e não vem encontrando uma sigla identificada com o seu posicionamento político.

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