Seculo

 

Jogando para cima


25/11/2017 às 18:47
Chamou atenção da classe política essa semana a movimentação de algumas lideranças do Estado consideradas nomes para um cenário pós-Paulo Hartung (PMDB), ou seja, com potencial para a disputa ao governo do Estado em 2022. Mais precisamente, os prefeitos da Grande Vitória ou seus adversários. 
 
O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), chamou atenção pela movimentação com o PSB nacional. O prefeito vem sendo colocado como um possível candidato ao governo do Estado em 2018 e tem falando disso, por meio de seus aliados, desde a reeleição. 
 
A coluna acha muito difícil que ele troque a prefeitura por uma aventura ao governo, mas criou condições para negociar uma retirada de candidatura no futuro, podendo buscar uma acomodação para seus aliados, visando o futuro. 
 
Seu principal adversário na Serra, também não fica atrás. Sérgio Vidigal (PDT) vem conversando com um dos homens fortes do PSB nacional, o ex-governador Renato Casagrande, discutindo uma possível aliança. Vidigal prepara um encontro estadual, no qual será reconduzido ao comando do PDT. Ele pode também se lançar ao governo ou ao Senado para 2018, na busca de um espaço na mesa de negociação. 
 
O prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS), vem fazendo uma movimentação diferente. Tenta garantir um espaço na Assembleia para seu aliado de primeira linha, Fabrício Gandini (PPS), para garantir o fortalecimento para uma sucessão. Também foi a Brasília acompanhado do deputado estadual Josias Da Vitória (PDT), oferecendo uma solução para a nacional, àvida por candidaturas competitivas à Câmara dos Deputados. 
 
Luciano Rezende anda quietinho, mas foi o primeiro a se mostrar grande com a briga comprada com a Cesan, logo com o governo do Estado. Isso também fez com que ele aumentasse seu capital. Mas é sempre bom olhar para o retrovisor, porque ele não quer perder o controle da Capital e nomes para a 2020 já são aventados, como o do deputado estadual Amaro Neto (SD), se der tudo errado; do vice-governador César Colnago (PSDB), se der tudo errado; do deputado Sérgio Majeski (PSDB), se der tudo errado; e do secretário de Segurança, André Garcia, se der tudo certo. 
 
Quem também tem que andar com cuidado nesse trilho é Max Filho (PSDB). Ele é o único dos prefeitos da Grande Vitória que já é cotado com certeza para a sucessão estadual, mas não pode cometer erros, porque em sua cola estão seus antecessores na prefeitura de Vila Velha, Rodney Miranda (DEM) e, principalmente, Neucimar Fraga (PSD). 

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