Seculo

 

A fila que não anda


29/11/2017 às 14:28
Não há dúvidas para os meios políticos de que o deputado federal Sérgio Vidigal vai conseguir se reeleger presidente do PDT. Mesmo com a movimentação de Josias Da Vitória, o presidente deve ser mantido. Isso é importante para o governador Paulo Hartung (PMDB) e para seu tabuleiro eleitoral do próximo ano. Tão importante quanto foi garantir o controle do PT e do PSDB nas mãos de seus aliados. 
 
Mas além da pressão palaciana que incomoda muita gente dentro dos partidos, outro fato que também causa problemas é que a presidência das legendas tem mantida parada uma fila de lideranças que não têm vez na disputa por espaço político. Além disso, coloca sempre nas mãos dessas lideranças que estão à frente dos partidos a cadeira preferencial na hora dos acordos eleitorais, que impreterivelmente tem beneficiado o mesmo grupo. 
 
O ex-prefeito de Vitória, João Coser, segue à frente do PT. Antes dele, seus aliados comandaram o partido, como José Carlos Dudé, Carlos Casteglioni e o próprio Givaldo Vieira, de quem era aliado e com quem disputou a última eleição do partido. Sob o comando de Coser e seus aliados, o partido acabou se voltando apenas para a garantia dos espaços dessas lideranças. Em 2014, por exemplo, o projeto do PT era Coser no Senado, o restante foi circunstancial. A aliança com o PDT garantiu um bom desempenho proporcional, mas o partido teve o pior desempenho na disputa ao governo do País, com Roberto Carlos. 
 
Ainda em 2014, o PSDB tinha uma articulação para disputar o Senado no palanque de Renato Casagrande (PSB), mas a movimentação de Colnago levou o partido para o palanque de Paulo Hartung, embora ele garanta que essa articulação veio da nacional. O PDT ficou com o PT na proporcional, mas Vidigal esteve ao lado de Hartung na majoritária. 
 
Iniciado o governo, Coser teve sua recompensa com uma pasta (Desenvolvimento Urbano) no governo Paulo Hartung. Também acomodou outros companheiros de partido, mas todos de seu grupo. Colnago virou vice e, assim como no PT, o ninho tucano viu apenas alguns quadros sendo acomodados e ainda perdeu alguns chamados orgânicos como Willian Galvão e Ricardo Santos. 
 
O PDT colocou Sueli Vidigal na Secretaria de Assistência Social, que logo foi substituída por Rodrigo Coelho, egresso do PT, o que fez com que o hoje prefeito de Cachoeiro de Itapemirim, Victor Coelho, deixasse o partido. 
 
São essas movimentações que abrem pouco ou nenhum espaço para que as lideranças se movimentem em busca de acomodação política que começa a se desgastar e a hegemonia dos “donos dos partidos” seja contestada com eleições internas que vêm dando muita dor de cabeça ao Palácio Anchieta.
 
Fragmentos:
 
1 – O prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), recebeu, na tarde dessa terça-feira (28), em seu gabinete, os vereadores que aprovaram na segunda-feira a Lei Orçamentária Anual (LOA). Esta foi a primeira vez em 20 anos que a LOA foi aprovada no mês de novembro.
 
2 – Mesmo afastado, o senador Ricardo Ferraço (PSDB) conseguiu uma boa pauta na mídia nacional. O Senado aprovou nessa terça-feira (28) o  projeto de lei que proíbe a União de suspender repasses de verbas da segurança pública como forma de punição a estados e municípios que não cumprirem a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O relator do projeto foi o tucano. 
 
3 – Chamou atenção dos meios políticos o fato de que alguns deputados que reclamaram das movimentações palacianas em relação aos destaques do Orçamento 2018 não participarem da votação da matéria na Assembleia.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Mesa aberta

Sergio Majeski não deve definir, agora, seu destino partidário. Mas já tem duas certezas: não fica no PSDB, nem aceita compor numa vice em chapa majoritária

OPINIÃO
Editorial
À oposição, o respeito!
Seja manifestando uma simples opinião ou criticando medidas do próprio legislativo ou do governo, falou em Sergio Majeski, o tiroteio é garantido
Piero Ruschi
Carta de aniversário ao papai
‘Venho lhe desejar um feliz aniversário de 102 anos, o mais feliz possível, diante de todas mazelas que atormentam o Museu que o senhor criou e o meio ambiente que tanto defendeu
Gustavo Bastos
Destino e acaso
''Quanto ao cético do acaso, ele chama destino de delírio e acaso de nada''
Geraldo Hasse
Em defesa da soberania
Manifesto combate o entreguismo, filho dileto do colonialismo neoliberal
Roberto Junquilho
Os pequenos se movem
Para garantir verba do fundo partidário, siglas como o PCdoB têm que apresentar chapa majoritária em 2018. E, no Estado, como fica?
BLOGS
Flânerie

Manuela Neves

Quem me ensinou a nadar
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Quem quer dinheiro?
Gustavo Bastos
Blog destinado à divulgação de poesia, conteúdos literários, artigos e conhecimentos em geral.
MAIS LIDAS

Com festa no Palácio Anchieta, governador sanciona lei de socorro aos municípios

Militares do Estado contestam governo Hartung em ADI protocolada no Supremo

Os pequenos se movem

Vereador de Vitória aponta manobra para reduzir R$ 12 milhões da Educação em 2018

Greve vai parar ônibus da Grande Vitória na terça-feira, anuncia sindicato