Seculo

 

Acordo com Vidigal não ameniza críticas de Da Vitória ao governo do Estado


05/12/2017 às 16:48
Se o mercado político entendeu que o acordo entre o deputado Josias Da Vitória e o deputado federal Sérgio Vidigal para um consenso em relação à eleição do PDT mudaria o perfil do deputado estadual em relação ao governo do Estado, se enganou. No dia seguinte ao encontro entre as lideranças, o deputado Da Vitória não poupou críticas à política do governador Paulo Hartung.
Da Vitória ocupou a tribuna da Assembleia na tarde desta terça-feira (5) no horário destinado às lideranças partidárias para retomar um discurso que havia iniciado na fase das comunicações sobre os aumentos nas taxas de licenciamento ambiental e do Detran-ES e não faltaram críticas à forma como governo gerencia os recursos do Estado.
 
Antes disso, ele falou dos 11 anos de participação no partido de Leonel Brizola e do fortalecimento da sigla no Estado e no País. Com o acordo com Vidigal, Da Vitória não deve mesmo deixar o partido e fez questão de frisar seu comprometimento com o PDT.
 
O deputado afirmou que o governador vem vendendo uma imagem para fora do Estado de excelência e tenta se credenciar para o debate nacional como vice “de Joaquim Barbosa ou daquele apresentador de TV [em menção a Luciano Huck], que nem candidato foi”. Acrescentou que Paulo Hartung vem se promovendo à custa de uma política que imprime ao cidadão capixaba um preço muito alto.
 
Ele lembrou também da falta de habilidade do governador e sua equipe durante a crise da Polícia Militar e a tentativa de criminalização do movimento pela intransigência de buscar a via do diálogo com as categorias. Da Vitória criticou ainda a política de arrocho do funcionalismo público.  
 
O deputado foi aparteado pelo deputado Sergio Majeski (PSDB), mais ferrenho opositor ao Palácio Anchieta na Casa, que reforçou o discurso crítico ao governo do Estado, destacando os gastos do governo com publicidade e falta de comprometimento com as políticas públicas.
 
Da Vitória lembrou da ingerência do governo na aprovação do orçamento do Estado para o próximo ano, quando os deputados foram assediados pelo Palácio Anchieta a não apresentaram emendas ao projeto. E deixou um recado aos colegas que insistem em permanecer incondicionais na base do governo, ao lembrar que a Casa será cobrada por meio do voto do eleitor.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Até tu?

A situação está tão difícil, que PH almejou fazer uma dobradinha com os senadores Magno Malta e Ricardo Ferraço

OPINIÃO
Editorial
Quem paga a conta senta na cabeceira?
O financiamento pela Arcelor de uma pesquisa da Ufes de R$ 2 milhões acende o alerta sobre a autonomia universitária e a transparência nos acordos entre academia e capital privado
Piero Ruschi
Visita à coleção zoológica de Augusto Ruschi
Visitei a coleção zoológica criada por meu pai e seu túmulo na Estação Biológica. Por um lado, bom, por outro, angústia
JR Mignone
Uma análise
Algumas emissoras, aquelas que detêm alguma ou boa audiência, dedicam-se pouco à situação do país
Geraldo Hasse
Refém do Mercado
O País está preso ao neoliberalismo do tucano Pedro Parente, presidente da BR
Roberto Junquilho
A montagem da cena
Em baixa junto aos prefeitos da Grande Vitória, Hartung dispara para o interior do Estado
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Candidatura de Lula à Presidência será lançada neste domingo em Vitória e Serra

Servidores do Ibama e ICMBio no Estado protestam contra loteamento político do órgão

Quem paga a conta senta na cabeceira?

A montagem da cena

Defensoria Pública apura responsabilidades em mortes de bebês na UTI do Hospital Infantil de Vila Velha