Seculo

 

Os pequenos se movem


15/12/2017 às 18:26
Enquanto os grandes partidos políticos desfrutam de lugares cativos na agenda da mídia e esbanjam gastança, os pequenos têm que se valer de alianças para sobreviver. Em 2018, com a Reforma Partidária em vigor, precisam garantir recursos financeiros, caso contrário, somem do mapa.
 
As alterações afloradas com a reforma, neste ano, ampliaram as dificuldades, mas, por outro lado, abriu portas que permitem que eles sobrevivam. 
 
A emenda constitucional aprovada pelo Congresso para reduzir o número desses partidos manteve, no entanto, a possibilidade de os pequenos elegerem deputados estaduais e vereadores já no pleito de 2018. Para a eleição majoritária, os partidos menores têm que se apresentar bem fortalecidos, como base para outros pleitos.
 
Trazendo para o Espírito Santo, representam um forte estímulo para que eles tenham candidato ao governo, não só para ganharem visibilidade, mas, e principalmente, visando garantir candidaturas a outros cargos, como deputados estaduais e vereadores. O PCdoB é um desses partidos.
 
Sem grandes performances no plano eletivo no Estado, a legenda, no entanto, tem significativa presença nos movimentos sociais e ações sindicais. 
 
Além disso, possui quadros bem atuantes, como o ex-vereador de Vitória Namy Chequer, que já foi inclusive presidente da Câmara Municipal. Ele se move no sentido de alcançar uma vaga na Assembleia Legislativa. 
 
Mas para levar adiante candidaturas como a de Namy, com relativa chance de vitória, são necessários recursos financeiros. E aí é que entra o candidato ao governo, para, com isso, ter direito a verbas mais significativas da parcela do Fundo Partidário de R$ 30 milhões que cabe ao partido.
 
Em se tratando do PCdoB, para encarar um enfrentamento nesse nível, a figura do prefeito de Baixo Guandu, Neto Barros, se encaixa como uma luva. Gestor bem qualificado e com trânsito em vários setores do cenário político do Estado, para ele enfrentar uma desafio dessa envergadura, só tem um problema a ser sanado. Ele pode até mesmo se alinhar ao deputado Dary Pagung (PRP), ex-adversário político. 
 
Pesa na decisão, porém, se ele estaria disposto a sacrificar mais da metade de seu bem avaliado mandato de prefeito. Nato Barros ou outro nome, alguém tem que ir para o sacrifício, considerando que a eleição para governador será decidida entre os grandes partidos.  
 
Nessa mesma situação se encontram os outros partidos menores, como o Psol, que se mexe para alavancar a candidatura do advogado André Moreira ao governo. 
 
Se os recursos financeiros são importantes até mesmo para os médios e grandes partidos, para os pequenos são essenciais. Tanto é assim, que os partidos que recebem o valor mínimo têm que complementar a sobrevivência com alianças e negociações em torno do tempo de TV. Com isso, faturam mais algum, e vão levando.

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