Seculo

 

Cenário bom pra quem?


27/12/2017 às 17:59
A força do voto é real e somente a proximidade de uma eleição, como a de 2018, para transformar a crise em fartura, assim, de repente. Foi o que se viu nesta quarta-feira (27), com a entrevista do governador Paulo Hartung, que anunciou um pacote de investimentos da ordem de R$ 1 bilhão. 
 
As perspectivas do Espírito Santo para 2018 são esplêndidas, segundo as fala do governador. Elas são extremamente parecidas com o Brasil que é mostrado na TV, com a economia em franca recuperação, à espera de investimentos de peso, o pleno emprego crescendo.  Essa é a imagem passada, crise é coisa do passado.
 
No entanto, como na economia brasileira, 2018 para o Espírito Sato parece não ser nada animador. Isso de acordo com pesquisas de órgãos credenciados e de especialistas atuantes fora de esferas oficiais.
 
A crise existe, é tão real quanto a falta de reajuste salarial que atinge várias categorias de servidores públicos no Espírito Santo, e que foi esquecida no pacote de investimento do governador. E, sem salário, o consumo cai e a roda da economia gira menos.
 
Assim dizem especialistas, tese que é confirmada pelos que sofrem no bolso, os milhares de servidores públicos capixabas, contrariando os que acreditam que apenas investimento basta para deixar a roda se mover.
 
Apesar da imagem colorida pintada pelo governador, a situação dos trabalhadores na máquina pública é desesperadora. E segundo o secretário de Economia e Planejamento, Régis Matos, eles terão que esperar até o final de março de 2018, quando então o governo poderá dizer se vai ou não pode aumentar seus vencimentos. Haja fôlego. 
 
Cenários construídos por agentes públicos em geral – não somente o governador Paulo Hartung - devem ser alvo para o exercício da consciência crítica por parte da população. Para que não venham a ocorrer decepções coletivas quando eles desmoronem antes mesmo de serem erguidos.  
 
Exemplo é o que não falta: a avenida Leitão da Silva, a Quarta Ponte, entre Vitória e Cariacica, o novo aeroporto, o Cais da Artes, que já consumiu mais de R$ 200 milhões, as 90 barragens prometidas na crise hídrica, a redução da poluição da Vale, o Parque Zé da Bola, em Camburi, e tantos e tantos outros. Essas promessas não podem ser esquecidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 

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