Seculo

 

O mau bocado de Luciano


04/01/2018 às 21:36
Com a proximidade da eleição para a Mesa Diretora da Câmara de Vitória, é chegada a hora do prefeito Luciano Rezende (PPS) colocar as barbas de molho, a fim de não continuar perdendo espaço para seus desafetos políticos. E olha que são muitos, por conta da capacidade que ele tem em fazê-los.
 
Nesse seu segundo mandato, conseguido a duras penas e com uma diferença mínima frente ao seu oponente, o estreante deputado estadual Amaro Neto (SD), Luciano começa a ter questionada sua influência na Câmara, muito embora ainda tenha o controle dela.
 
No entanto, os vereadores em primeiro mandato e com uma forma nova de  fazer política na cabeça, colocam em risco o poder do prefeito e dão claros sinais de que pretendem quebrar o cenário de submissão que marcou as duas últimas legislaturas da Casa. 
 
O quadro é tão deprimente a ponto de virar chacota, prejudicando a imagem dos vereadores perante seus eleitores. E os novatos não querem ser  políticos de um só mandato. Esse é o principal motivo para a busca de alterações na forma de relacionamento com o prefeito.
 
Cada um quer apresentar serviço à população e isso é uma tarefa complicada, considerando que o volume de entregas do prefeito é extremamente baixo, com a tendência de continuar assim. 
 
Luciano Rezende é considerado moralmente correto, reconhece o mercado político. De fato, não se tem conhecimento de problemas nessa área. No entanto, quando se olha para a cidade, impossível não observar o estado de abandono. Dos chamados bairros nobres aos mais periféricos, a situação é calamitosa. 
 
Os círculos mais próximos ao prefeito creditam a existência desse cenário sombrio, que cresce a cada dia na gestão que se dizia de mudança, à escassez de recursos, adotando o mesmo discurso do prefeito. 
 
Mas a população espera por essa mudança desde o primeiro mandato, no início de 2013. Quem sabe se o prefeito voltasse seu olhar para a cidade real, sem o deslumbramento de um viajante sonhador, as coisas pudessem se acertar e a população sentisse que existe alguém no comando, fora das ações de marketing e da telinha da TV? 

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