Seculo

 

PH trocou o fusível


07/01/2018 às 16:19
O governador Paulo Hartung mudou o fusível eleitoral para surpreender as forças contrárias que estavam se banqueteando com a sua queda de popularidade, como Renato Casagrande (PSB) e a senadora Rose de Freitas (PMDB), e passou a ditar o processo eleitoral.
 
A mudança de fusível pode ser sentida quando se observa o comportamento da imprensa corporativa. Dá pra perceber que PH está conseguindo escapar da situação de baixa popularidade em que se encontrava. Dá para ver, também, crescer em torno dele soluções para o destino eleitoral do Estado. 
 
Hoje o vice-governador César Colnago  (PSDB) aparece na imprensa fortalecido, com amplas possibilidades de ser um forte candidato à sucessão. PH também aparece como solução para tudo, tal como ser candidato à reeleição, ao Senado, como homem que pode influir no cenário nacional e outras possibilidades. 
 
Seus concorrentes estão perdidos pelo caminho, o que mostra a fragilidade dos pré-candidatos ao governo do Estado e a falta de perspectiva de irem para o confronto com PH.

Tudo isso muda a situação anterior que parecia favorável a Casagrande e Rose, que deixaram escapar as possibilidades e devolveram o poder eleitoral para PH. Não se fala mais na queda de popularidade de PH. É como uma nuvem que, em dado momento, desaparece.
 
Renato Casagrande teve o campo disponível, mas não soube capitalizar. Sua aliança política continuou, como sempre, junto ao prefeito de Vitória, Luciano Rezende (PPS). Não buscou nada de novo, portanto.
 
Rose de Freitas não fica distante disso. Vinha muito forte com a distribuição de emendas parlamentares, mas foi alcançada na hora em que PH puxou para o lado dele o deputado federal Marcus Vicente (PP), que é o principal concorrente de Rose no campo das emendas. Aliás, PH atacou Rose com R$ 1 bilhão em mãos, fechando o cerco a favor dele próprio e se credenciando a buscar o resultado que quiser no processo eleitoral de 2018. 
 
Casagrande e Rose não tiveram esperteza o suficiente para conduzir  um processo de acomodação de forças, para segurar um resultado que até outro dia lhes era extremamente favorável.  Não souberam fazer alianças adequadas no momento apropriado e estão subjugados à forma como PH irá conduzir o processo político no Estado. Será que eles têm algum trunfo nas mãos capaz de reverter este quadro?  Só o tempo dirá. 

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

SOCIOECONÔMICAS
Leonardo Duarte/Secom
Uma coisa só

Enquanto no campo nacional PRB e MDB ainda estão em fase de namoro, no Estado o partido já é um “puxadinho” de Hartung. E tudo começou com Roberto Carneiro...

OPINIÃO
Editorial
MPES omisso
Ministério Público decidiu não participar das audiências de custódia. Um dos prejuízos: denúncias contra tortura, comumente relatada por presos
Bruno Toledo
Por que negar os Direitos Humanos?
Não há nada de novo nesse discurso verde e amarelo que toma as ruas. É a simples manutenção das bases oligárquicas do Brasil
Eliza Bartolozzi Ferreira
Políticas de retrocesso
Dados educacionais do governo Paulo Hartung são alarmantes
JR Mignone
Enganosos
Fazendo uma comparação corajosa e dispersa, tanto as eleições do Brasil quanto a Copa do Mundo terão muita surpresas e varias decepções
Geraldo Hasse
Vampirismo neoliberal
O governo oferece refrescos aos trabalhadores enquanto suga seu sangue
Roberto Junquilho
Quem governa?
Um novo porto na região de Aracruz demonstra que, para as corporações, as minorias não importam
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Uh, Houston, temos um problem
MAIS LIDAS

Sindicato protocola denúncias contra Sesa por contratação de Organizações Sociais

Corrida ao Senado sinaliza mudança na bancada capixaba

Quem governa?

Vampirismo neoliberal

Greve dos professores de Vitória continua por tempo indeterminado