Seculo

 

O futuro é agora


26/01/2018 às 08:34
A disposição do ex-prefeito de Vitória Luiz Paulo Vellozo Lucas de se lançar como candidato a deputado federal nas próximas eleições de outubro se encaixa perfeitamente em antigos ensinamentos, segundo os quais nada será como antes. 
 
Esse conceito da dialética, de certo modo, é vivenciado pelo menos em alguns momentos por todos no dia a dia, mas, em se tratando de disputas e acomodações no cenário político, se encaixa como uma luva, de forma constante. 
 
Para isso, basta observar a permanente busca por espaços no espetáculo eleitoral, como se pode ver nas marchas e contramarchas da classe política, visando ocupar espaços e construir sólidas perspectivas. 
 
Os movimentos do grupo do “PSDB Autêntico”, liderado pelo prefeito de Vila Velha, Max Filho (PSDB), derrotado pelo vice-governador César Colnago na eleição ao comando do partido em 2017, é uma demonstração viva de que, para seus integrantes, o futuro já começou.
As questões procedentes da tumultuada escolha, com o dedo do governador Paulo Hartung via seu vice, estão superadas, dizem. No entanto, para o grupo perdedor, do prefeito Max Filho, é necessário reconstruir os caminhos.
 
Como já é ponto pacífico para a maioria, para as duas lideranças tucanas, não deve ser diferente: elas vislumbram que a sucessão do governador Paulo Hartung deverá ser definida entre César Colnago e o ex-governador Renato Casagrande (PSB).
 
Assim, segundo o conceito de que nada será como antes, é preciso construir novas estruturas eleitorais. Assim, nada mais natural que esses líderes, com significativo capital eleitoral e requisitos exigidos para futuras disputas, busquem caminhos que possam leva-los à Prefeitura de Vitória em 2020, e ao governo do Estado, nas eleições de 2022.
 
O prefeito de Vila Velha, Max Filho, é sempre cotado para o Palácio Anchieta. No entanto, o candidato do PSDB em 2018, contando com as bênçãos do governador Paulo Hartung, é César Colnago, que deve assumir em abril e disputar a reeleição. Este ano, não tem mais para ninguém. 
 
Portanto, o retorno de Luiz Paulo ao cenário político representa mais do que uma simples disputa a um cargo eletivo e passa a ser um ingrediente valioso no fortalecimento de um grupo político. 
 
Um grupo cujo crescimento se torna mais intenso na medida em que a ala política de cores mais progressistas sente o golpe de uma condenação previamente anunciada imposta ao ex-presidente Lula, maior liderança da esquerda, com efeitos em todos os recantos do cenário político. Especialmente, nos setores mais conservadores. 

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