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Organização Social coloca servidores do Heimaba à disposição da Sesa


31/01/2018 às 16:24
A Organização Social (OS) que administra o Hospital Estadual Infantil e Maternidade de Vila Velha (Heimaba) está colocando servidores efetivos que atuam na unidade à disposição da Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa). Nessa terça-feira (30), um grupo que atua no laboratório da unidade procurou o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde no Estado (Sindsaúde) para reclamar seus direitos, uma vez que a OS tem ignorado as férias e plantões dos trabalhadores na transferência para outras unidades. 
 
Daniel Pereira da Silva, que atua no Heimaba, explica que o fato pode ser considerado quebra de contrato, uma vez que a Sesa garantiu que manteria os servidores efetivos no hospital. Segundo Daniel Pereira, quando o Instituto de Gestão e Humanização (IGH) assumiu o Heimaba, os servidores foram mantidos e foi dada liberdade para que os desejassem pedir transferência. Além disso, os contratados foram encerrados e cerca de 300 trabalhadores terceirizados foram admitidos pelo IGH. 
 
“Agora, está havendo pressão para que os servidores efetivos deixem a unidade, para que o hospital funcione apenas com os terceirizados. Isso é quebra de contrato, porque a IGH e o Estado garantiram que os servidores efetivos poderiam ficar no Heimaba. Eles estão sendo transferidos. Alguns estão indo por própria vontade porque querem mudar, mas outros estão sendo colocados à disposição. Também não estão levando em conta os plantões, quem trabalha de manhã tem que continuar no mesmo horário”, explicou Daniel. 
 
Para resolver o impasse, na manhã dessa terça-feira (30), diretores do Sindsaúde  forçaram uma reunião com o subsecretário de Estado da Assistência em Saúde, Fabiano Marily. A presidente do Sindicato, Geiza Pinheiro, e o diretor Valdecir Gomes, acompanhado dos servidores, compareceram à reunião e entraram num acordo com o subsecretário. Segundo o diretor de comunicação, os direitos dos servidores serão resguardados para não terem nenhum prejuízo. Entretanto, se verificado a necessidade poderá haver transferência desde que de  acordo com os servidores e sem qualquer prejuízo de ordem financeira, distância e horários.

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