Seculo

 

Obras do restaurante da Findes só foram paralisadas depois de proibição do TCU


03/02/2018 às 18:44
As obras de construção do restaurante giratório no alto do edifício da Federação das Indústrias do Estado do Espírito Santo (Fines) só foram paralisadas depois de proibição expressa do Ministério Público do Estado e do Tribunal de Contas da União (TCU), em 2015, oito anos depois de iniciadas. 
 
Até 2014, a entidade continuava aplicando recursos no empreendimento, apesar de indicações de má qualidade na execução dos serviços e problemas relacionados à segurança da obra. 
 
Decisão do TCU determinou, segundo consta no processo, que o Departamento Regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Departamento nacional do Serviço Social da Indústria no Estado do Espírito Santo (Sesi) “se abstenham,em definitivo de  promover, com o emprego de recursos próprios, o pagamento à empresa Controlatto - Projeto, Monitoração e Controle deEstruturas Ltda”. 
 
No mesmo expediente, o TCU suspendeu o aporte de recursos no custeio da execução do projeto de alterações construtivas e projetivas para estabilização da estrutura metálica dos três novos pavimentos agregados ao edifício (conclusão do Centro Cultural).
 
A construção desses pavimentos surgiu da necessidade de assentar a estrutura metálica onde funcionaria o centro cultural e o restaurante giratório. As obras estão diretamente relacionadas a questões de segurança do edifício. 
 
Nessa quinta-feira (1), em nota, a Findes informou que a segurança da estrutura está plenamente garantida, sem qualquer risco de desabamento.
 
Nas decisões sobre a proibição do emprego de recursos, o TCU afirma que a Findes, Senai e Sesi se abstenham de dar aplicabilidade às deliberações tomadas na Assembleia Geral Ordinária do Condomínio do Edifício Findes, realizada em dezembro de 2014.
 
Com essa medida, foi anulada a assembleia do Conselho de Representantes da Findes, tornando nulos os atos de entidades que integram o Sistema Findes, em razão dos contratos de obras da edificação.
 
No mesmo ano, o então presidente da Findes, Marcos Guerra, reuniu a imprensa e informou que as obas do restaurante giratório eram inviáveis. No local, segundo ele, seria construído um centro cultural, ideia abandonada meses depois. 
 
Hoje, a estrutura metálica permanece no topo do edifício, apresentando sinais de ferrugem, um triste exemplo da falta de planejamento, em uma entidade da importância da Findes.

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