Seculo

 

Deputado promete retomar cobrança ao governo pela manutenção da rodoviária


06/02/2018 às 18:19
Apesar de o alerta sobre a situação da rodoviária de Vitória ter sido feito em dezembro do ano passado, nada foi feito no local. Nesta terça-feira (6), o deputado Marcelo Santos (PMDB) afirmou da tribuna da Assembleia Legislativa que voltará a cobrar providências para sua recuperação. 
O deputado citou que acionará a Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) e também a  Companhia de Transportes Urbanos da Grande Vitória (Ceturb-GV) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-ES), órgãos que têm responsabilidade no caso.
 
O alerta de que a estrutura da rodoviária corre risco de desabar foi apresentado em reunião realizada na  Comissão de Infraestrutura  da Assembleia Legislativa, em dezembro último. 
 
Na ocasião, um grupo de engenheiros do Grupo de Trabalho de Infraestrutura e Mobilidade Urbana do Conselho Regional de Engenharia (Crea/ES) apontou que caso uma parte da base da rodoviária entre em colapso, toda a cobertura virá abaixo. Os engenheiros fizeram vistoria no local e constataram pilares corroídos, entre outros problemas que comprometem a estrutura da rodoviária.
 
A Rodoviária de Vitoria é um bem público, do governo do Estado, que entregou à administração privada. A empresa Conberni é a atual concessionária. Se limita à arrecadação de taxas e apenas faz a limpeza do local. 
 
A rodoviária é localizada na Ilha do Príncipe, ao lado da Segunda Ponte, e recebeu denominação oficial de Terminal Rodoviária de Vitória Carlos Alberto Vivacqua  Campos. Foi construída em 1979. Em publicação do governo do Estado, é informado que a rodoviária  tem o movimento médio de 125 mil usuários mensalmente, quase dois milhões de passageiros em embarques e desembarques por ano.
 
Segunda Ponte
 
Na sua fala desta segunda-feira, o deputado Marcelo Santos também lembrou que a Segunda Ponte, que liga Vitória a Cariacica e Vila Velha, só recebeu cuidados do DER-ES  e do DNIT-ES  depois de muitas denuncias públicas e cobranças. As denúncias, feitas à exaustão tanto nos meios de comunicação como pela mídia social, apontaram que, para fugir de suas obrigações, o DNIT e o DER se digladiavam alegando não conhecer o trecho sob sua responsabilidade, enquanto a estrutura da ponte vinha apodrecendo por falta de manutenção.
 
Não há o que discutir em termos de responsabilidade sobre a Segunda Ponte.  A parte que liga Vitória a Cariacica é de reponsabilidade do DNIT-ES. Já o viaduto, que se estende de Vila Velha até a altura da alça de acesso à BR 262, é de responsabilidade do DER-ES. 
 
Os dois órgãos fizeram apenas uma manutenção precária na ponte. Ainda falta muito para sua total recuperação. A manutenção tem de ser periódica, a não apenas quando a sociedade faz cobranças.

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