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Operação da PF investiga câmbio ilegal de moedas estrangeiras no Estado


08/02/2018 às 08:42
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (8) a Operação Paralelo, com o objetivo de combater o câmbio ilegal de moedas estrangeiras no Espírito Santo. Três pessoas foram presas preventivamente e cumpridos 19 mandados de busca e apreensão em Vitória, Vila Velha, Serra e Nova Venécia. Três casas de câmbio tiveram as atividades suspensas. Participaram da ação 76 policiais.
 
As investigações foram iniciadas com o recebimento de notícia-crime indicando a atuação de uma agência de turismo de Vila Velha no mercado de compra e venda de moeda estrangeira, sem a autorização necessária do Banco Central. Com o avanço das investigações, segundo a PF, foi possível identificar que o fornecedor de moeda estrangeira da agência de turismo era o proprietário de uma correspondente em operações de câmbio localizada em Vitória. Estima-se que, apenas em 2016, a agência de turismo recebeu cerca de R$ 9 milhões de clientes interessados em comprar dólares e euros.
 
Apesar de possuir autorização do Banco Central para operar na compra e venda de moeda estrangeira, a casa de câmbio fornecia dólares e euros para a agência de turismo de forma ilegal, no mercado paralelo ou utilizando-se de dados falsos para registrar as operações. Outra irregularidade observada era o fracionamento de operações de câmbio com o objetivo de burlar o limite para venda de moeda estrangeira sem necessidade de comprovação de renda.
 
Mais uma correspondente em operações de câmbio com autorização de funcionamento do Banco Central foi identificada atuando na compra e venda de moeda em espécie no mercado paralelo, sem registro das transações no Banco Central, bem como promovendo transferências internacionais por meio de operações de dólar-cabo.
 
Foram identificadas ainda outras duas empresas que atuavam de forma clandestina no mercado de moeda estrangeira, sem autorização do Banco Central. No caso dessas empresas, todas as operações de câmbio eram ilegais.
 
Durante as investigações foram apreendidos aproximadamente 200 mil dólares negociados no mercado paralelo, que estavam sendo transportados sem documentação comprovando a origem do dinheiro.
 
Os investigados responderão pelos seguintes crimes previstos na Lei dos Crimes Contra o Sistema Financeiro Nacional: operar instituição financeira sem autorização (para o caso das empresas clandestinas), gestão fraudulenta, movimentar recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação, atribuir a terceiro falsa identidade para realizar operação de câmbio e efetuar operação de câmbio não autorizada, bem como responderão pelo crime de lavagem de dinheiro, cujas penas poderão alcançar de 4 a 36 anos, se somadas.

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