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Comunidades rurais que tiveram escolas extintas se mobilizam nas redes sociais


10/02/2018 às 19:37
Alunos, pais, professores e agricultores do interior capixaba somaram forças na luta contra o fechamento das escolas rurais e do ensino médio noturno. Deram um novo passo em termos de comunicação, com a criação de uma página na rede social Facebook.
Com o mote Pela Escola Pública, a página reúne, até agora, 90 seguidores. Seus idealizadores informam que a página visa promover a luta pela valorização da educação pública no Espírito Santo. E que defende uma educação pública, gratuita, democrática.

Informam ainda que “iniciamos com postagens sobre os casos de restrição de direitos, realizado pelo governo estadual, aos jovens de Afonso Cláudio e Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo”.
 
Em outro trecho, os idealizadores da página chamam o fechamento de escolas e do ensino noturno no interior como “casos de ataques aos direitos dos jovens”.  Tais ataques foram realizados pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) com um propósito único: o de lotar a Escola Viva, como no caso de Afonso Cláudio, mesmo que isso represente obrigar os estudantes a deixar de trabalhar nas lavouras com seus pais, e se deslocar por dezenas de quilômetros de suas comunidades até a sede municipal.
 
A comunidade criada na rede afirma que defende “uma educação pública, gratuita, democrática e de qualidade, que valorize os profissionais da educação e garanta os direitos das crianças e adolescentes, inclusive da juventude do campo”.
 
A mobilização é uma reação aos retrocessos da política educacional do governo Hartung, que penaliza cada vez mais os estudantes. A atual gestão já fechou 42 escolas em todo o Estado. Com a medida, sem poder se deslocar para outras escolas, distantes e servidas por péssimas estradas, o abandono das salas de aula  é cada mais frequente no Espirito Santo. Já em relação ao ensino noturno, em 2014, último ano do governo anterior, 361 escolas ofereciam, em 2018, são apenas 202 escolas.
 
 

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