Seculo

 

Veio tarde, mas veio


10/02/2018 às 12:01
O anúncio da candidatura do deputado estadual Sergio Majeski (PSDB) a um cargo no Senado ou governo mexeu com a estrutura montada para o próximo pleito, pois até agora, a eleição para esses cargos majoritários estava na dependência de Paulo Hartung e de Renato Casagrande (PSB). Para tumultuar ainda mais, Majeski também está de saída do PSDB, em busca de um partido capaz de servir ao seu projeto. 
 
Não diria que Majeski é um lobo em casa de cordeiro nem afirmaria o contrário, mas de uma coisa tenho certeza, ele é “o novo” do processo eleitoral que se avizinha. Limpinho, limpinho. Coisa rara.
 
O ideal para Majeski seria enfrentar o governador Paulo Hartung, que a essa altura do processo eleitoral, está de vestimenta de candidato à reeleição. Até quando, não sabemos. 
 
A candidatura do deputado dá clareza também ao lenga-lenga do prefeito da Serra, Audifax Barcelos (Rede), de que é candidato ao governo, o que nunca foi. 
 
Há de se prever que Audifax vá querer levar o deputado para o seu partido, até para que fique isento de ser candidato, contribuindo, desta forma, com a candidatura de Marina Silva à presidência da República. Não há, também, a mínima chance de Audifax entregar a prefeitura da Serra à sua vice, Márcia Lamas (PSB), que não lhe tem fidelidade e reserva muitas pretensões no município, além de carregar a tiracolo o filho Bruno Lamas (PSB), quem já fez deputado estadual.
 
Audifax é um nome de futuro e Majeski pode lhe abrir caminhos na nova geração, contribuindo com suas pretensões políticas nas próximas eleições.
 
E para onde vai Majeski? Segundo o articulista de Século Diário, Roberto Junquilho, o ideal seria ele ir para o PV. Não sei se é muito por aí, mas é um desafio para o deputado, pois ele próprio, em falas passadas, já eliminou a possibilidade de se filiar a um partido de extrema direita ou esquerda, preferindo situar-se mais ao centro, o caminho do meio.
 
Vamos arriscar qual é o partido que lhe assenta melhor. Sobre o PSB, de Renato Casagrande, que está igual a beija-flor à procura de companheira e mostrando todas as suas possibilidades, acho que Majeski pode quebrar a cara. Casagrande é um político que faz carreira visando suas próprias conquistas. Já o PPS, do prefeito de Vitória Luciano Rezende, também em conversa com o deputado, não muda nada, pois vai para onde o PSB indicar.
 
Talvez ele devesse pensar nos novos partidos, no qual incluo o Podemos, cujo candidato à presidência, senador Álvaro Dias (Paraná), tem o nome limpo como o dele. Poderia dar um bom casamento. 
 
Na verdade, Majeski acordou ainda em tempo de se inserir em um processo eleitoral que estava fadado a ser disputado, tanto para o governo como para o Senado, por nomes que já carregam a marca do enfadado para o eleitorado. Ele acredita que pode mudar esse cenário. Seria, para os capixabas, a representação do "iluminismo eleitoral" no Espírito Santo.

Leia Também

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem

.

Crônica de uma eleição

Vagões do trem do governador Paulo Hartung estão acima da capacidade da locomotiva. Haja peso para carregar...

OPINIÃO
Editorial
Futuro interrompido
Onde estão os promotores, delegados, políticos e demais agentes públicos para berrarem em defesa da infância? Mortes no Heimaba são alarmantes e inadmissíveis!
JR Mignone
Nova rádio
Tudo modificado, tudo moderno na Rádio Globo
Roberto Junquilho
Para onde ir?
A crítica vazia e sem fundamento à classe política coloca em risco a democracia
BLOGS
Mensagem na Garrafa

Wanda Sily

Arrogância também conta?
MAIS LIDAS

Flic-ES: 'As livrarias não vendem obras capixabas'

'Pensar a educação como a preparação do corpo para sentir, aprender e sonhar'

Vitória já poderia ter identificado as fontes de emissão de pó preto

Webdoc Corpo Flor reflete sobre negritude e sexualidade