Seculo

 

A verdade de cada um


27/02/2018 às 14:21
Em ano eleitoral tudo tende a ser diferente, para melhor, é claro, porque é preciso colocar confeite no bolo a ser apresentado ao eleitor pelos mais diversos canais de comunicação criados para essa finalidade.
Nos discursos é dado destaque às cerejas do bolo. Quanto aos setores voltados para o funcionalismo público, como o setor previdenciário, merecerão o descrédito, bem como o reajuste de servidores. 
Exemplos claros podem ser vistos em duas figuras de destaque na cena política capixaba. Adversários, o govenador Paulo Hartung e Luciano Rezende (PPS), prefeito de Vitória, têm pelo menos uma coisa em comum: o massacre aos servidores públicos.  
O ajuste fiscal (leia-se arrocho) promovido pelo governo Hartung permitiu a transformação do Espírito santo em um aprazível oásis, de acordo com as peças de marketing. No entanto, quando se trata de servidores, é uma lástima. 
Da mesma forma que Luciano, que faz um estardalhaço tremendo ao anunciar os 3% de reajuste aos servidores municipais, para zerar a inflação de 2017. Mesmo assim, a partir de julho.
O governo do Espírito Santo, na mesma linha do governo federal em relação à Previdência, afirma que o setor é deficitário e que necessita de reformas. Foi o que se viu nesta segunda-feira (26), na Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa O secretário de Estado da Fazenda, Bruno Funchal, disse que pela primeira vez desde 2014 o Estado registra um aumento da receita.
Até aí, tudo bem, segundo o secretário, sem esquecer que esse quadro resulta em maiores investimentos e melhoria da qualidade de vida da população. Tudo certo, segundo roteiro traçado. 
Quando se trata da Previdência, o quadro muda: o gasto subiu drasticamente em relação a 2016, o governo colocou R$ 1,7 bilhão para poder pagar os servidores aposentados.
O setor previdenciário é o patinho feio da administração. Os recursos empregados no aporte dariam para construir 3.444.770 casas populares, diz o secretário.  
Diferentemente dessa opinião, o Tribunal de Contas do Estado afirma o contrário. Alterações no sistema ao longo dos anos permitiram que ocorresse um superávit de 25%, constatação confirmada pelo próprio governo. 
Os discursos são bem parecidos quando se trata do servidor público, gerando motivação que pode resultar em redução de dividendos eleitorais, superando as peças de marketing, que cada vez mais se mostram como engodo. Nesse ponto, Hartung e Luciano Rezende falam a mesma lingua.

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