Seculo

 

Inocentado por prática de 'rachid' insiste em fazer acareação com suposta vítima


05/03/2018 às 18:46
O ex-servidor público Marcus Alves, um dos fundadores do partido União Democrática Nacional (UDN) e ex-coordenador do PRP no Estado, disse nesta segunda-feira (5) que tem todo interesse em ser acareado com a suposta vítima de prática de extorsão conhecida como “rachid” e ameaça de morte, Francisco Félix da Costa Neto, também ex-servidor público.
 
A acareação estava prevista para a última quinta-feira (1º), mas foi adiada, segundo Marcus, porque seu advogado, Michel Farad, se encontrava em São Paulo. Ele informou que já esteve com o delegado responsável, a quem demonstrou interesse em ser acareado, em data a ser marcada depois do retorno do advogado, previsto para esta terça-feira (6).
 
O caso ocorreu em agosto de 2017. Marcus trabalhava na Casa Civil do governo do Estado e Francisco na Assembleia Legislativa, emprego que teria sido arrumado por influência de Marcus, que teria exigido que ele lhe repassasse R$ 3 mil do salário de R$ 4 mil que recebia mensalmente. 
 
No inquérito, presidido pelo delegado da Polícia Civil, Fabiano de Assis Rosa, as testemunhas inocentam Marcus, levando o delegado a concluir que “não houve quaisquer indícios de materialidade delitiva”. 
 
Duas testemunhas foram ouvidas e inocentaram Marcus. Robson Luiz Cesarino e Alcebíades Milton Cabral desmentiram as acusações de Francisco e se referiram a um saque no Banestes, que foi feito de forma espontânea e sem qualquer tipo de coação.
 
A irmã de Francisco, Laudicéia da Costa Lorenzoni, declara no inquérito que seu irmão sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), que o leva a “dizer que ira morrer, ver coisas e falar coisas em nexo”.
 
Na denúncia contra Marcus Alves, Francisco diz que foi obrigado a sacar R$ 7.500, além de fazer uma carta-renúncia da UDN. Do inquérito policial constam denúncias de tentativa de morte por asfixia com saco plástico e com arma de fogo, “a qual, estranhamente, não soube descrever as características”,  segundo o delegado. 
 
“Na realidade, após exaustivas  diligências, não foi possível comprovar  a veracidade dos fatos, malgrado os melhores esforços da equipe”, aponta o delegado no inquérito.

Em relação à conduta dos ex-servidores na Assembleia, a sindicância foi arquivada, como aponta relatório final publicado no dia 22 de janeiro deste ano, por não comprovar infração disciplinar de Marcus e Franscico nas atribuições dos cargos que ocupavam, "restando incontroverso a cumplicidade na evolução das tratativas pactuadas por ambos na fundação do novo partido político - UDN - quanto nas implicações financeiras". 
 
O caso ainda é investigado pela 27ª Promotoria Cível de Vitória.

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