Seculo

 

Nanico grande


10/03/2018 às 09:30
A decisão do PSB nacional de rejeitar o apoio ao governador paulista e presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB), derrotando a pretensão do vice-governador Márcio França, repercute no cenário político capixaba e pode contribuir para reforçar um novo grupo que se forma no Estado.
A direção nacional do PSB, partido do ex-governador Renato Casagrande, conversa com o presidente do Podemos, senador Álvaro Dias, abrindo a possibilidade de apoiá-lo na corrida presidencial. 
O senador busca ampliar seu palanque no Espírito Santo, até agora resumido aos redutos do deputado estadual Hudson Leal e ao prefeito de Viana, Gílson Daniel, e que deve ganhar reforço com a filiação do prefeito Max Filho. 
Coincidentemente, Max Filho  conversou com o senador Álvaro Dias na quinta-feira (7), em Brasília, onde se encontrava, também, o deputado estadual Sergio Majeski, segundo a agenda oficial, cuidando de assuntos relacionados à educação no Espírito Santo.
Não é de agora que Majeski afirma que está fora do PSDB e aponta o Podemos como um dos possíveis novos abrigos para tentar voos mais altos, o Senado ou o governo do Estado. 
Majeski diz que prefere esperar até abril, quando se fecha a chamada “janela partidária”, que permite troca de partido sem o risco de perda do mandato, para tomar uma decisão sobre o cargo que irá concorrer neste ano. 
No entanto, pelo andar da carruagem das articulações, o quadro sucessório poderá ser delineado bem antes de 7 de abril, quando termina o prazo para o troca-troca.
Dentro desse contexto, o nanico Podemos pode ter papel de destaque no jogo político, engrossando a estrutura oposicionista ao governo Paulo Hartung.
Quanto ao PSDB, a rejeição do PSB o deixa ainda mais minguado e amplia a perspectiva para o Podemos no Estado. Com filiados com o potencial eleitoral de Sergio Majeski e Max Filho, o partido em chance de ser o protagonista da cena.  

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