Seculo

 

Padre processado por Magno Malta recebe apoio de moradores de Boa Esperança


12/03/2018 às 15:33
Grupos de moradores do município de Boa Esperança estão se organizando para comparecer ao Fórum local, no próximo dia 20, na audiência relativa ao processo movido pelo senador Magno Malta (PR) contra o padre local, Romário Hastenreitter, acusado de calúnia, injúria e difamação.
O processo do senador contra o padre foi motivado porque ele se sentiu ofendido por ter sido chamado de traidor do povo brasileiro, entre outros termos, por ter votado a favor da reforma Trabalhista no Congresso Nacional, em junho de 2017.  
 
O padre criticou a atuação dos três senadores capixaba - além de Magno, Ricardo Ferraço (PSDB) e a senadora Rose de Freitas (MDB) -, durante  homilia lida na igreja, quando foi votada a reforma, que “causa prejuízos aos trabalhadores, da mesma forma que a reforma da Previdência, que, felizmente, não foi adiante”.
 
O apelo em favor do padre Romário está nas redes sociais e e entre a população de Boa Esperança, município de 15 mil habitantes localizado no noroeste do Espírito Santo. 
 
Além da convocação nas redes sociais, a audiência movimenta a cidade e, também, municípios vizinhos, como Nova Venécia, e até São Mateus, onde fica o bispo Dom Paulo Bosi Dal’Bó, responsável pela Paróquia.
 
A comerciária Simone Freitas, mesmo fora da movimentação, acompanha o assunto e diz que o falatório é geral. Ela defende o padre Romário e afirma que no Brasil, “ infelizmente, esses políticos não fazem nada”.  
 
Já o presidente da Câmara de Vereadores, Marcus Pereira dos Santos (PSDB), nega ter sido ele quem levou o caso ao bispo, em São Mateus, como  foi divulgado. Disse que não tem ligações com o senador Magno Malta.
 
Marcus afirmou que vem recebendo pressão para demitir o assessor jurídico da Câmara, Samuel Valey (PR), que tem ligações com Magno Malta, como provável articulador do processo. 
 
O presidente da Câmara, apesar de querer se manter distante da polêmica, disse que o município precisa de padre Romário: “Nós queremos o padre como orientador, mas buscamos a paz, a conciliação entre ele e o senador”, disse. 
 
No domingo (11), padre Romário celebrou a missa normalmente, não tocou no assunto e procura se manter em silêncio.  
 
Na última sexta-feira (9), em entrevista a Século Diário, o padre afirmou: “Não vou me calar”, quando falou sobre a intimação para depois no próximo dia 20.
 
O processo movido pelo senador está sendo visto em Boa Esperança como um verdadeiro tiro no pé, principalmente porque 2018 é ano eleitoral, e o padre Romário é muito querido no município. 

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