Seculo

 

Onde anda Hartung?


29/03/2018 às 17:32
Por que o governador não veio? Essa era a pergunta que rolava nesta quinta-feira (29) entre os presentes à inauguração do novo aeroporto de Vitória frente à ausência do governador Paulo Hartung (MDB), somente explicada pelos precisos movimentos da senadora Rose de Freitas (MDB), que roubou a cena e o palanque.
Ela conseguiu desarmar o projeto de Hartung, de vir de Brasília e Vitória no avião presidencial e desembarcar na nova pista como o grande realizador da obra. Trocado em miúdos, como diz o ditado popular, o plano gorou porque o cenário não era nada promissor, tanto para Hartung como para Temer. 
Isso porque o mar não está para peixe para o presidente, com uma penca de auxiliares diretos denunciados ou presos, inclusive seu assessor particular, coronel Lima, e também para Hartung, cuja insatisfação avança entre os servidores públicos e os jovens, que ensaiaram um protesto durante a festa, sendo contidos por forte aparato policial. 
A movimentação de Rose deixa claro que ela está disposta a enfrentar  Hartung nas eleições deste ano, possuindo armas apropriadas para contrapor as ações decorrentes do controle da máquina pública em nível regional, nas mãos do governador.
Com elevado prestígio em Brasília, Rose recebe o apoio de prefeitos, que há anos são favorecidos com a liberação de recursos para seus municípios, prática que Hartung intensificou neste ano, depois de três anos com os cofres lacrados, a fim de poupar para poder gastar no período eleitoral, em forma de investimentos que possam gerar capital.  
A ausência de Hartung contrastava com a intensa movimentação de Rose, portando-se como organizadora da festa e total desenvoltura, erguendo um palanque com duas faces.
De um lado mostra que ela possui mecanismos poderosos no centro de poder nacional, mas de outro, dentro do cenário político atual, demonstra que pode ser como um tiro pela culatra, considerando o viés de queda do presidente da República.
No entanto, não há como negar que Hartung tentou chegar na frente e inclusive foi a Brasília ser o protagonista da inauguração. A tentativa não deu certo, o que mostra que seu jogo, hoje, não é tão poderoso como há alguns anos. 

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