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Cenário para disputa ao Senado segue indefinido no Estado


12/04/2018 às 14:04
A três meses do início da campanha eleitoral, em agosto próximo, os dois senadores pelo Espírito Santo, Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB), afirmam que irão disputar a reeleição, mas sem muita convicção. Ricardo, nos últimos dias, passou a ser cotado para outras composições, aguardando definições do Palácio Anchieta. Já Magno aparece como possível vice em chapa presidencial. Enquanto não se definem, o quadro permanece indefinido. 
 
Além dos dois atuais senadores - Rose de Freitas (Podemos) é candidata ao governo -, outros candidatos declarados ao Senado completam o cenário da eleição para as duas vagas neste ano, que deverá ser uma das mais acirradas, com articulações que se estendem por vários blocos políticos influentes no eleitorado  do Estado. 
 
O campo ficou mais denso depois da entrada dos deputados estaduais Sergio Majeski, que trocou o PSDB pelo PSB, ampliando as bases de sustentação do ex-governador Renato Casagrande, e Amaro Neto, que deixou o Solidariedade e se filiou ao PRB, controlado pelo governador Paulo Hartung. 
 
Nesse contexto, os dois blocos que irão concorrer ao governo já contam com dois puxadores de votos com densidade eleitoral em diferentes classes sociais.  Amaro se insere nas classes C, D e E, com bom quociente eleitoral em decorrência de seu programa de TV, de forte apelo popular. 
 
Majeski se firmou na condição de representante das classes A e B, como professor, e pela sistemática oposição ao governo na Assembleia Legislativa, que lhe proporciona a ampliação de  dividendos eleitorais que chegam também à classe C, onde Amaro sente um abalo decorrente de uma crescente rejeição entre os policiais militares. 
 
A senadora Rose de Freitas, que migrou do MDB para o Podemos, por não aguentar o cerco do Palácio Anchieta, busca um candidato entre os que sobraram, Fabiano Contarato (Rede) e Magno Malta (PR), já que os movimentos de Ricardo Ferraço estão atrelados a Hartung. 
 
A depender das articulações palacianas, Ricardo Ferraço pode ser candidato à reeleição ou vice na chapa do governador. Há ainda a possibilidade de uma candidatura ao governo, caso se confirme as pesquisas apresentando índices negativos para sua candidatura ao governo. 
 
Contarato, do grupo do prefeito da Serra, Audifax  Barcelos (Rede), e ainda não testado nas urnas, é a opção da senadora Rose de Freitas, já que Magno Malta corre solto, totalmente voltado para seu maior reduto, os evangélicos. No entanto, existe a possibilidade dele ser o vice na chapa do presidenciável de Jair Bolsonaro (PSC-RJ).
 
Um cenário ainda não totalmente delineado, à espera de definições claras do governador Paulo Hartung, para saber o caminho de Ricardo Ferraço e as articulações da senadora Rose de Freitas visando se harmonizar com lideranças que possam fortalecer suas bases de sustentação.

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