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Deputados debatem anistia para militares processados e expulsos após paralisação


13/04/2018 às 14:57
A anistia dos envolvidos na greve da Polícia Militar, ocorrida em fevereiro de 2017, será o tema da audiência pública a ser realizada a partir das 9 horas desta segunda-feira (17), na Comissão de Segurança da Assembleia Legislativa. 
Um dos acontecimentos mais desgastantes para a imagem do governo do Estado, a paralisação provocou aumento dos índices de criminalidade e colocou o Espírito Santo em destaque no noticiário nacional e internacional, principalmente depois da vinda de contingente das Forças Amadas para o Estado. 
O colegiado espera a presença de representantes do governo do Estado, da bancada capixaba em Brasília e de deputados de outros estados. 
A paralisação começou no dia 4 de fevereiro de 2017, quando familiares de policiais ocuparam as entradas de batalhões e impediram a saída de guarnições e viaturas. 
As reivindicações eram reajuste salarial, pagamento de auxílio-alimentação, periculosidade, insalubridade, adicional noturno e a valorização da categoria. 
Os militares ficaram aquartelados e as ruas ficaram sem policiamento. Durante os 21 dias de greve, sem diálogo com o governo, foram registrados mais de 200 assassinatos no Estado.
Com o fim do movimento, o governo do Estado abriu investigação para apurar as responsabilidades e vários militares foram expulsos, outros presos, e familiares que lideraram a ação ainda respondem na Justiça. 
Os temas devem ser debatidos com parlamentares de Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal e Roraima, bem como representantes de entidades classistas, membros da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e do Tribunal de Justiça. 
A Comissão também convidou o governador Paulo Hartung, o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Nylton Rodrigues; o comandante-geral da PM, coronel Alexandre Ramalho; e o comandante dos Bombeiros, coronel Carlos Marcelo D’Isep Costa.

O último militar preso após a greve, o soldado Nero Walker, ganhou liberdade no dia 2 deste mês, depois de passar 290 dias encarcerado por manifestar suas opiniões em uma rede social. 

Apesar de estar em liberdade, o soldado Nero Walker deverá ter cuidado e ser comedido quando o assunto for expressar seus pensamentos e opiniões. A Justiça informou na decisão que, caso o militar volte a fazer críticas ao governo e ao comando em suas redes sociais, poderá ser preso novamente.

Prioridade

Em fevereiro deste ano, os cabos e soldados da Polícia Militar do Espírito Santo (PMES) protocolaram suas reivindicações no governo Paulo Hartung, com destaque para a anistia administrativa aos que participaram da paralisação do ano passado e reajuste de 29% referente a três anos sem aumento salarial.

Os policiais militares descartam uma nova paralisação, porém, querem negociar diretamente como governador a pauta da categoria. Até porque, como no caso da anistia administrativa aos que participaram da greve, a competência de decisão é do próprio Hartung.
 
A anistia administrativa que os policiais militares querem devem incluir tanto os que ainda estão sendo processados como os que foram expulsos por conta da participação na paralisação do ano passado. Perdoados, retornariam a seus postos.

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