Seculo

 

Ativista se surpreende com qualidade do bicicletário do novo Aeroporto


15/04/2018 às 00:22
Historicamente sem qualquer ação de atenção transporte sobre duas rodas na região metropolitana, o Aeroporto de Vitória passa a contar agora, após a reforma, com uma ciclovia associada a um bicicletário de excelente qualidade: grande, coberto e gratuito.

“Fiquei muito impressionado, principalmente pelo histórico”, afirma o cicloativista e “bicicleteiro” Luiz Son, do Bike Anjo ES, movimento da sociedade civil, presente em todo o país, que estimula o uso da bicicleta como transporte e lazer na cidade, fazendo ações periódicas inclusive de ensinar crianças e adultos a pedalar . “Dentro da aridez do novo Aeroporto, fizeram uma área coberta somente para as bicicletas! O bicicletário está melhor que o estacionamento”, compara.

Antiga reivindicação de bicicleteiros e ciclistas urbanos, o estacionamento de bicicletas na região do Aeroporto chegou a ser proibido, com placas de sinalização. Um enorme problema para um considerável contingente de trabalhadores que circulam pela região, especialmente moradores da Serra e zona norte de Vitória. “O número de bicicletas aumentou muito, especialmente entre os trabalhadores”, observa o articulador estratégico do Bike Anjo ES.

Num momento em que o Bike Anjo ES está com ações todos os domingos na Grande Vitória – primeiro domingo do mês em Vitória, segundo na Serra, terceiro em Viana e Cariacica e quarto em Vila Velha –, Luiz Son diz que a iniciativa da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) deve inspirar ações inovadoras também na Semana De Bike ao Trabalho, que acontece em maio.

A iniciativa é promovida anualmente no Estado pelo Bike Anjo ES e tem objetivo de chamar atenção para os benefícios de utilizar um meio de transporte saudável e ecológico para a locomoção diária de casa para o trabalho e para a necessidade de cuidar melhor dos equipamentos públicos que servem aos trabalhadores ciclistas. “Menos carro, menos velocidade e mais cuidado com as pessoas”, resume o ativista e bicicleteiro. “Por que rua boa para carro e calçada ruim pra pedestre?”, questiona.

O ativista sugere ainda que seja feita uma pesquisa de fluxo no mais novo e melhor bicicletário da cidade, verificado dados quantitativos e qualitativos do público que utiliza o local, para evidenciar a importância de se manter a qualidade do serviço e até aprimorá-la. Quem sabe um vestiário pode ser agregado à estrutura? “A alternativa de usar o modal bicicleta não se resume à ciclovia, como se vê na maioria das vezes. Envolve também bicicletário e vestiário”, explica.

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