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Cotação de Erick Musso cresce como vice na chapa de Hartung


09/05/2018 às 15:41
O presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PRB), amplia cada vez mais a perspectiva de emplacar seu nome como vice na chapa de reeleição do governador Paulo Hartung, como está plenamente demonstrado nos bastidores políticos no Estado.
 
Mas ainda terá que superar barreiras naturais, principalmente o deputado federal Sérgio Vidigal (PDT), e também o atual ocupante do cargo, César Colnago, e o senador Ricardo Ferraço, ambos do PSDB, igualmente cotados para a disputa.
 
O deputado estadual Amaro Neto (PRB), inicialmente visto como candidato a vice na chapa de Hartung, está descartado. É candidato ao Senado, mas também pode disputar a Câmara Federal, para garantir a reeleição do senador Ricardo Ferraço. 
 
A preferência pelo nome de Erick Musso tem o objetivo de despertar o eleitorado jovem, considerando que ele é um político em início de carreira, sem restrições judiciais. A escolha por uma liderança com esse perfil se encaixa no histórico de Hartung de não manter o mesmo vice no mandato subsequente  - Lelo Coimbra (MDB), Ricardo Ferraço e o atual, César Colnago. 
 
Essas articulações se tornam mais robustas na medida em que o deputado Erick Musso passa a ser companhia permanente do governador, participando de atos públicos com tom de campanha eleitoral e de frequentes reuniões no Palácio Anchieta.
 
Nos encontros, é constante a presença de dois dos principais articuladores do governo, o secretário-chefe da Casa Civil, Roberto Carneiro (PRB), e o ex-secretário da pasta, Jose Carlos da Fonseca Júnior, o Zé Carlinhos, que se desincompatibilizou para disputar a eleição deste ano, provavelmente, como suplente de senador.
 
Tendo seu nome como vice de Paulo Hartung, Erick ficaria livre de uma reeleição difícil, levando em conta que seu principal reduto eleitoral, Aracruz, no norte do Estado, apresenta vários candidatos com possibilidade de se eleger. 
 
Essa situação ficou ainda mais complicada esta semana, com a desistência do ministro Joaquim Barbosa à Presidência da República pelo PSB, o que leva o partido para uma provável aliança com o presidenciável Ciro Gomes, do PDT, liderado no Estado por Vidigal.
 
Com aliança entre o PSB e o PDT em nível nacional, Sérgio Vidigal se colocaria em uma situação incômoda, considerando que, neste caso, ele deveria se aliar ao ex-governador Renato Casagrande (PSB).  

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