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Dengue já fez quase cinco mil casos em 2018


11/05/2018 às 15:42
O 18º Boletim Epidemiológico da Dengue de 2018, divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nessa quinta-feira (10), apontou 4.999 casos da doença entre 31 de dezembro de 2017 e cinco de maio, com taxa de incidência média estadual de 124,47. Nesse mesmo período de 18 semanas, a Sesa registrou também 367 casos de Chikungunya, 151 de Zika vírus e 24 de Influenza.

Sobre a dengue, o mês de abril registrou mais de 400 casos por semana, voltando a cair em maio, cuja primeira semana ficou em 268. O Boletim apresenta também as taxas de incidência por município, que é calculada dividindo-se o número de notificações (ou seja, o número de novos casos da doença) pela população do município e multiplicando-se este valor por 100 mil.

O Ministério da Saúde considera três níveis de incidência de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes). A taxa de incidência é, portanto, um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.

A taxa de incidência da doença, nas últimas quatro semanas, alcançou a classificação alta em dois municípios: Afonso Claudio, com 645,8 e Barra de São Francisco, com 417,4. E outros quatro registraram média incidência: Linhares (196,4), Ponto Belo (151,9), Aracruz (147,4) e Piúma (140,6).

Setenta e dois municípios apresentaram baixa incidência nas quatro últimas semanas, tendo Anchieta chegando a 87,6, Alfredo Chaves 79,6, Ibiraçu 63,6 e Nova Venécia 60,8.

Com taxa menor que 60 estão, em ordem decrescente: Vila Pavão, Sooretama, Bom Jesus do Norte, Vila Valério, Laranja da Terra, Iconha, Itapemirim, Jaguaré, Mucurici, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Cariacica, Vitória, Fundão, Marilândia, Marataízes, São Mateus, Marechal Floriano, Atílio Vivácqua, São Gabriel da Palha, Pedro Canário, Serra, Alto Rio Novo, João Neiva.

Baixa incidência

As taxas menores que 10 foram registradas, em ordem decrescente, por 19 municípios: Conceição da Barra, Vila Velha, São José do Calçado, Itarana, Domingos Martins, Presidente Kennedy, Santa Maria de Jetibá, Pinheiros, Itaguaçu, Guaçuí, Baixo Guandu, Guarapari, Montanha, Rio Bananal, Santa Teresa, Venda Nova do Imigrante, Iúna, Castelo, Viana.

Outros 25 municípios não registraram nenhum caso nas últimas quatro semanas: Água Doce do Norte, Águia Branca, Alegre, Apiacá, Boa Esperança, Brejetuba, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Dores do Rio Preto, Ecoporanga, Governador Lindemberg, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Jerônimo Monteiro, Mantenópolis, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Pancas, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, São Domingos do Norte, São Roque do Canaã, Vargem Alta.

Os municípios da Grande Vitória seguiram o seguinte ranking, em ordem decrescente: Cariacica (31,5), Vitória (25,1), Fundão (24,1), Serra (12,9), Vila Velha (9,3), Guarapari (5,7) e Viana (2,6).

Chikungunya e Zika

Casos de Chikungunya já foram confirmados em 22 municípios nos anos anteriores: Afonso Cláudio, Alfredo Chaves, Aracruz, Baixo Guandu, Barra de São Francisco, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Colatina, Conceição da Barra, Guaçuí, Guarapari, Jerônimo Monteiro, Linhares, Marechal Floriano, Montanha, Nova Venécia, São Mateus, Serra, Vargem Alta, Viana, Vila Velha e Vitória.

Para a Zika, há confirmação de ocorrência da doença em 35 municípios, desde 2015: Afonso Cláudio, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Aracruz, Baixo Guandu, Cachoeiro do Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Fundão, Guaçuí, Guarapari, Iconha, Irupi, Itaguaçu, Itarana, Iúna, Linhares, Mantenópolis, Marataízes, Marechal Floriano, Mucurici, Muniz Freire, Nova Venécia, Pinheiros, Presidente Kennedy, Santa Teresa, Serra, Sooretama, Venda Nova do Imigrante, Vila Velha, Vitória e Santa Maria de Jetibá.

As formas mais recomendadas de prevenção da dengue, Chikungunya e Zika são limpar o quintal, jogando fora o que não é utilizado; tirar água dos pratos de plantas; colocar garrafas vazias de cabeça para baixo; tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água; manter os quintais bem varridos, eliminando recipientes que possam acumular água, como tampinha de garrafa, folhas, sacolas plásticas etc.; e escovar bem as bordas dos recipientes (vasilha de água e comida de animais, pratos de plantas, tonéis, caixas d’água) e mantê-los sempre limpos.

Inflluenza

Dos 24 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) registradas este ano no Espírito Santo, 17 foram por Influenza A (H3N2), quatro por Influenza A (H1N1) e três por Influenza B. Deste total, dois casos evoluíram para óbito por Influenza B.

A prevenção à Influenza inclui os seguintes cuidados: lavar sempre as mãos com água e sabão; evitar colocar as mãos no rosto, em especial na boca e no nariz; ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com lenço de papel.

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